Um dos problemas do equipamento desenhado para fins únicos é a dificuldade de reparação ou de substituição quando avaria. Só quem fabrique aquele produto, terá peças de substituição. Se o produto já não estiver em produção, então temos um problema mais complicado…
A indústria das ferramentas é bastante vasta, embora existam poucas marcas conhecidas do público em geral, o certo é que esta é uma indústria cheia de vitalidade e vão surgindo anualmente tanto melhoramentos no desenho base das ferramentas, como novas e inovadoras ferramentas. Uma das coisas interessantes relativamente às ferramentas são os padrões de desenho de certos acessórios, ou de como estes se conjugam com a ferramenta base. Com este princípio em vista, surgem outros acessórios compatíveis e até utilizações para as ferramentas base que não estavam contempladas à partida pelo fabricante. Este é o caso com um produto desenvolvido pela empresa DPX Systems e demonstrado na feira de ferramentas americana “The National Hardware Show”, que permite usar (como demonstrado neste vídeo) um berbequim como motor de assistência eléctrica de uma pequena scooter, de uma caixa de ferramentas com rodas ou até de uma cadeira de rodas comum!
Embora não exista informação sobre o preço do adaptador, vejo um enorme potencial na sua utilização como assistência a uma cadeira de rodas vulgar, já que os modelos motorizados, por motivos de economia de escala, costumam ter preços inacessíveis a quem deles necessita. Como é costume (e espero estar enganado), duvido que isto chegue a Portugal, mas a ideia é fantástica!
Costuma dizer-se que a idade mental não tem que corresponder à física, e é fácil encontrar adultos com um espírito muito jovem.
Existe um evento no estado do Colorado nos EUA, denominado ‘Big Wheel Rally‘ que se pode adaptar talvez para ‘Rally do triciclo’ (Big Wheel é um modelo de triciclo de criança da Playskool), que junta um grupo de ‘jovens’ para uma grande corrida, de triciclos a pedais! Este ano o evento tem uma vertente filantrópica e o dinheiro reverterá a favor da fundação de um hospital.
Pedalar um KMX dá uma sensação muito próxima da de pedalar um triciclo destes!
Além disso tem as vantagens de ser adaptável ao nosso tamanho (logo é mais confortável e fácil de pedalar), ter mudanças e travões. Claro que para os puristas, não há nada como um ‘Big Wheel’ original!
Miralago e Órbita “pedalam” na Europa Grupo empresarial aguedense produziu bicicletas para a cidade luz
O grupo empresarial aguedense Miralago-Órbita, produziu milhares de bicicletas que se encontram a circular nas ruas de Paris, no âmbito do denominado projecto Velib, que pretende promover a utilização da bicicleta como forma de mobilidade sustentável, não poluente, ecológica e saudável.
(…)
MODELO INOVADOR
A bicicleta vencedora do concurso lançado pelo município parisiense é um inovador modelo produzido pelo grupo Miralago-Órbita, que se revela pelos componentes utilizados – a maior parte dos quais, como o quadro, fabricados em Águeda -, e por um sistema anti-roubo que torna a bicicleta quase indestrutível.
Para lá dos modelos fabricados para a autarquia parisiense, o grupo Miralago-Órbita vendeu, recentemente, bicicletas para Lyon e para a Áustria. Por ano, só a Miralago, produz 45 mil bicicletas completas, apesar de ter capacidade instalada para quase triplicar esse número.
O grupo empresarial de Águeda vende e instala equipamentos para ginásios, fornece linhas de montagem para o grupo Yamaha e produz componentes para o sector automóvel. No ano passado, a Miralago-Órbita registou um volume de negócios de sete milhões de euros, estimando atingir os 12 milhões durante o ano de 2007.
Pretendendo antecipar-se à introdução das directivas europeias, o grupo empresarial foi pioneiro na introdução de tecnologias amigas do ambiente, como um novo sistema de pintura, onde os solventes são substituídos por água. Em 2010, todas as empresas europeias serão obrigadas a abolir o uso de diluentes e outros solventes.
A Miralago-Órbita é considerada um exemplo, à imagem dos empresários aguedenses, sempre atentos aos mercados mundiais.
O ex-país das bicicletas implementa esquemas de bicicletas de uso público em voga na Europa para tentar diminuir o número de automóveis em circulação em Pequim e reduzir o elevado nível de poluição atmosférica na cidade, a tempo de “limpar o ar” para os Jogos Olímpicos. Ou ainda matam os atletas todos…
«Sede dos Jogos Olímpicos de 2008, Pequim terá 50 mil bicicletas para aluguel até o início da competição para tentar melhorar o tráfego de veículos e diminuir a poluição. As bicicletas estarão disponíveis em 230 pontos próximos a estações de metrô, centros comerciais, instalações olímpicas, hotéis e prédios de escritórios.
Até agora a empresa responsável pelo negócio já colocou 5 mil bicicletas nas ruas em 30 pontos de aluguel.
- Empresas e indivíduos estão convidados a fazer parte gratuitamente desta rede, desde que possam oferecer um espaço para estacionamento – disse ao jornal “China Daily” Wang Yong, gerente geral da firma de serviços de aluguel.
Segundo ele, quem abrir espaço para o projeto vai receber 1 yuan (pouco mais de US$ 0,13) por dia para cada bicicleta alugada, além de poder se beneficiar do aumento de movimento em seu negócio, em alguns casos. O programa é patrocinado pelo Escritório de Proteção do Meio Ambiente de Pequim e também tem apoio da divisão anti-roubo da secretaria de segurança pública da capital chinesa.
- Essa é uma forma de centralizar a administração das bicicletas para que os cidadãos não se preocupem com roubos – afirmou o policial Wang Xiaobing, referindo-se ao grande número de furtos de bicicletas em Pequim.
Desde sexta-feira, 1,3 milhões de veículos estão proibidos de circular nas ruas de Pequim para testar os efeitos da redução de tráfego sobre a poluição. A determinação, cuja desobediência foi punida com multa, chega ao fim nesta segunda-feira.»
O Tiago Andrade Santos é um arquitecto que usa a bicicleta diariamente como meio de transporte, para se deslocar entre casa e o seu local de trabalho, em Oeiras.
O principal problema apontado prende-se com o ataque e a negligência das entidades no poder para com o uso da bicicleta, quer como transporte quer para lazer. A bicicleta fica de fora no planeamento das infrastruturas, e quando há conflitos com outros utilizadores das vias (carros ou peões) é ela que é banida. As infracções dos ciclistas (neste caso, a circulação nos paredões) são prontamente identificadas e punidas, enquanto que as de automobilistas (que estacionam os carros onde calha – passeios, ciclovias, passadeiras, etc) e as de peões (que circulam nas ciclovias e não nos passeios ao lado – ex. de Cascais) são ignoradas ou pelo menos não são fiscalizadas ao nível que deviam, são encaradas como “normais” e toleradas culturalmente. Além disso, no caso dos ciclistas as infracções de uma minoria servem de desculpa para banir todos os outros da estrada, enquanto que ninguém pensaria fazer isso relativamente aos automobilistas…
Apesar de aparentemente o autor do documento defender a segregação entre bicicletas e restante tráfego (embora possa assumir que seja apenas relativamente à Marginal e/ou relativamente a uma utilização num local de contexto paisagístico privilegiado, como o é a frente ribeirinha destes concelhos, principalmente com o objectivo do lazer e desporto ligeiro), o documento levanta questões pertinentes e apresenta soluções perfeitamente plausíveis, pelo que o recomendamos e apoiamos.
Dia 15 de Setembro vai ter lugar um passeio de bicicleta entre a Torre de Belém e a foz do Trancão, no Parque das Nações. Tem uma duração estimada de 2h, por 23 km, começa às 9h30, e é para toda a gente com 12 anos ou mais. É uma prova não-desportiva.
Este passeio vai na 4ª edição e está inserido numa campanha do GEOTA para reivindicar um corredor verde na zona ribeirinha de Lisboa, entre Belém e o Trancão, se possível prolongando-se para os concelhos de Oeiras e de Loures, unindo-se a iniciativas do género já em curso.
As inscrições começaram hoje, a dia 20 de Agosto e vão até 2 de Setembro custando 3 €. Inscrições entre 3 e 7 de Setembro custam 5 €. Dão direito a uma T-Shirt do evento e a um bilhete que permite usar gratuitamente (passageiro e bicicleta) o Metro, comboios da Fertagus e barcos da Transtejo e da Soflusa nesse dia.
Esta iniciativa é extremamente positiva e o corredor verde que defendem é uma infrastrutura urgente para Lisboa e que constituiria uma enorme mais-valia para a cidade, a todos os níveis (económico, ambiental, social,…). Há que divulgar!! Pode fazer o download do poster do evento aqui e do panfleto aqui.
As bicicletas em madeira estão na moda. Já tenho visto uma série de modelos e conceitos. O último foi o de uma bicicleta tandem, dupla, de Jens Eichler (slideshow aqui). Muito bonita, vejam o detalhe das luzes e dos garfos!
Antes já tinha “tropeçado” nas do Jan Gunneweg, que tem um modelo de estrada, um híbrido e até uma cadeira-de-rodas, entre outros projectos.
Depois há as Xylon, um projecto desenvolvido em 2005 em Portugal por um professor de design, Nick Taylor, e três alunos. O projecto foi apresentado no 2º Festibike nesse ano, já foi falado em revistas e sites internacionais de renome, e tenho ideia de que já houve uma exposição dos modelos numa loja de bicicletas em Lisboa, embora não possa garantir que isso realmente chegou a ocorrer.
E também há a Jano, um projecto de mestrado de Roland Kaufmann.
Investigação tem mostrado que madeira usada em bicicletas tem a capacidade de absorver choques e ruído da estrada como a fibra de carbono, e tem o sentir e a resposta do aço. Isto aliado a outras características estéticas e não só da madeira, e ao factor de craftsmanship implicado nos trabalhos com este material, confere uma atracção especial por estas obras de arte.
Dada a historicidade da bicicleta como objecto criado pelo Homem e veículo de transporte, terá sido (e continua a ser) alvo de imensa experimentação no seu desenho e funcionamento. São disso prova alguns documentos de tempos remotos sobre modificações e desenhos inovadores baseados no conceito do veículo movido a pedais. São notórios também os registos vídeo de um passado mais recente que demonstram a criatividade do ser humano ao serviço destes veículos.
Um documentário criado nos anos 70 sobre as invenções dos anos 20 a 50 mostra alguns trechos sobre veículos movidos a pedais, curiosamente tomados como inovadores nos nossos dias. Este documentário, embora não seja exclusivamente sobre veículos movidos a pedal, é um excelente documento sobre a persistência humana no âmbito da inovação, criatividade e procura de soluções para problemas que por vezes ainda não existiam.
Inspirado por um veículo desenhado no século XIX, no ano 1873, em França, um construtor Espanhol (deduzo dado o local onde se encontra actualmente) decidiu construir um veículo movido a pedal, que consiste numa roda gigante, conduzida e pedalada no seu interior.
A criação deste desenho estará relacionada com a necessidade de baixar o centro de gravidade do monociclo mantendo a simplicidade da utilização de apenas uma roda mas reduzindo a dificuldade de equilíbrio existente num monociclo clássico.
Será que a sociedade actual aceita da mesma forma os ‘inventores malucos’ que vão surgindo? Será que agora temos uma atitude ‘patent first – create later’, que acaba por limitar os possíveis criadores de produtos inovadores? Será que o pudor de mostrar ideias e produtos inovadores é maior face ao medo de a ideia seja patenteada por outra empresa?
Usar capacete, ou optar por andar no passeio ou só em ciclovias, não previne acidentes.
Mas um estilo de condução perspicaz e um bom controlo da bicicleta sim. Adquira as competências que o(a) podem ajudar a evitar uma queda e/ou uma colisão com um carro.
Andar de bicicleta é uma actividade bastante segura, principalmente se souber bem o que está a fazer. Os nossos instrutores certificados podem ensinar-lhe as técnicas de que precisa.
Veja mais informação sobre os nossos cursos - para principiantes, iniciados e mesmo ciclistas mais experientes, nesta página.
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