Archive for August, 2007

Cenas a berbequim eléctrico

Um dos problemas do equipamento desenhado para fins únicos é a dificuldade de reparação ou de substituição quando avaria. Só quem fabrique aquele produto, terá peças de substituição. Se o produto já não estiver em produção, então temos um problema mais complicado…

A indústria das ferramentas é bastante vasta, embora existam poucas marcas conhecidas do público em geral, o certo é que esta é uma indústria cheia de vitalidade e vão surgindo anualmente tanto melhoramentos no desenho base das ferramentas, como novas e inovadoras ferramentas. Uma das coisas interessantes relativamente às ferramentas são os padrões de desenho de certos acessórios, ou de como estes se conjugam com a ferramenta base. Com este princípio em vista, surgem outros acessórios compatíveis e até utilizações para as ferramentas base que não estavam contempladas à partida pelo fabricante.
dpx-systemsresized.jpgEste é o caso com um produto desenvolvido pela empresa DPX Systems e demonstrado na feira de ferramentas americana “The National Hardware Show”, que permite usar (como demonstrado neste vídeo) um berbequim como motor de assistência eléctrica de uma pequena scooter, de uma caixa de ferramentas com rodas ou até de uma cadeira de rodas comum!

Todos os produtos desenvolvidos pela DPX Systems usam o adaptador de berbequim. Estão disponíveis no site deles vários vídeos de demonstração do conceito.

Embora não exista informação sobre o preço do adaptador, vejo um enorme potencial na sua utilização como assistência a uma cadeira de rodas vulgar, já que os modelos motorizados, por motivos de economia de escala, costumam ter preços inacessíveis a quem deles necessita. Como é costume (e espero estar enganado), duvido que isto chegue a Portugal, mas a ideia é fantástica!

Massa Crítica de Agosto

É nesta 6ªf, dia 31, em Lisboa, Porto, Coimbra e, pela primeira vez, em Aveiro.

A infância interior, sobre rodas

ben2.jpgCostuma dizer-se que a idade mental não tem que corresponder à física, e é fácil encontrar adultos com um espírito muito jovem.
Existe um evento no estado do Colorado nos EUA, denominado ‘Big Wheel Rally‘ que se pode adaptar talvez para ‘Rally do triciclo’ (Big Wheel é um modelo de triciclo de criança da Playskool), que junta um grupo de ‘jovens’ para uma grande corrida, de triciclos a pedais! Este ano o evento tem uma vertente filantrópica e o dinheiro reverterá a favor da fundação de um hospital.

Eis um vídeo sobre o evento em 2006:

Existem mais vídeos e fotos disponíveis! :)

4477_m.jpgE porque é de extrema importância ter um ‘Big Wheel’ com bom aspecto, pode sempre modificar-se com acessórios variados para aquele look ‘bling bling’. :D

Imagens originais de Matt Armbruste e G4 (Attack of The Show)

[Via MAKE:]

Pedalar um KMX dá uma sensação muito próxima da de pedalar um triciclo destes!
Além disso tem as vantagens de ser adaptável ao nosso tamanho (logo é mais confortável e fácil de pedalar), ter mudanças e travões. :) Claro que para os puristas, não há nada como um ‘Big Wheel’ original! ;)

Vantagens inesperadas da bicicleta como meio de transporte

Capaz de ultrapassar mesmo os maiores obstáculos! :-P

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[Fonte: desconhecida]

Ora aí está algo que não se podia fazer com um carro. ;-)

Miralago-Órbita

Mesmo a calhar depois do meu post de 1 de Agosto sobre as bicicletas Órbita e o Vélib ;-):

Miralago e Órbita “pedalam” na Europa
Grupo empresarial aguedense produziu bicicletas para a cidade luz

O grupo empresarial aguedense Miralago-Órbita, produziu milhares de bicicletas que se encontram a circular nas ruas de Paris, no âmbito do denominado projecto Velib, que pretende promover a utilização da bicicleta como forma de mobilidade sustentável, não poluente, ecológica e saudável.

(…)

MODELO INOVADOR

A bicicleta vencedora do concurso lançado pelo município parisiense é um inovador modelo produzido pelo grupo Miralago-Órbita, que se revela pelos componentes utilizados - a maior parte dos quais, como o quadro, fabricados em Águeda -, e por um sistema anti-roubo que torna a bicicleta quase indestrutível.

Para lá dos modelos fabricados para a autarquia parisiense, o grupo Miralago-Órbita vendeu, recentemente, bicicletas para Lyon e para a Áustria. Por ano, só a Miralago, produz 45 mil bicicletas completas, apesar de ter capacidade instalada para quase triplicar esse número.

O grupo empresarial de Águeda vende e instala equipamentos para ginásios, fornece linhas de montagem para o grupo Yamaha e produz componentes para o sector automóvel. No ano passado, a Miralago-Órbita registou um volume de negócios de sete milhões de euros, estimando atingir os 12 milhões durante o ano de 2007.

Pretendendo antecipar-se à introdução das directivas europeias, o grupo empresarial foi pioneiro na introdução de tecnologias amigas do ambiente, como um novo sistema de pintura, onde os solventes são substituídos por água. Em 2010, todas as empresas europeias serão obrigadas a abolir o uso de diluentes e outros solventes.

A Miralago-Órbita é considerada um exemplo, à imagem dos empresários aguedenses, sempre atentos aos mercados mundiais.

[Fonte: Jornal Regional]

Pequim terá 50 mil bicicletas de aluguer em 2008

O ex-país das bicicletas implementa esquemas de bicicletas de uso público em voga na Europa para tentar diminuir o número de automóveis em circulação em Pequim e reduzir o elevado nível de poluição atmosférica na cidade, a tempo de “limpar o ar” para os Jogos Olímpicos. Ou ainda matam os atletas todos… :-P

«Sede dos Jogos Olímpicos de 2008, Pequim terá 50 mil bicicletas para aluguel até o início da competição para tentar melhorar o tráfego de veículos e diminuir a poluição. As bicicletas estarão disponíveis em 230 pontos próximos a estações de metrô, centros comerciais, instalações olímpicas, hotéis e prédios de escritórios.

Até agora a empresa responsável pelo negócio já colocou 5 mil bicicletas nas ruas em 30 pontos de aluguel.

- Empresas e indivíduos estão convidados a fazer parte gratuitamente desta rede, desde que possam oferecer um espaço para estacionamento - disse ao jornal “China Daily” Wang Yong, gerente geral da firma de serviços de aluguel.

Segundo ele, quem abrir espaço para o projeto vai receber 1 yuan (pouco mais de US$ 0,13) por dia para cada bicicleta alugada, além de poder se beneficiar do aumento de movimento em seu negócio, em alguns casos. O programa é patrocinado pelo Escritório de Proteção do Meio Ambiente de Pequim e também tem apoio da divisão anti-roubo da secretaria de segurança pública da capital chinesa.

- Essa é uma forma de centralizar a administração das bicicletas para que os cidadãos não se preocupem com roubos - afirmou o policial Wang Xiaobing, referindo-se ao grande número de furtos de bicicletas em Pequim.

Desde sexta-feira, 1,3 milhões de veículos estão proibidos de circular nas ruas de Pequim para testar os efeitos da redução de tráfego sobre a poluição. A determinação, cuja desobediência foi punida com multa, chega ao fim nesta segunda-feira.»

Fonte: Gazeta do Povo

“Um Marginal na Marginal”

O Tiago Andrade Santos é um arquitecto que usa a bicicleta diariamente como meio de transporte, para se deslocar entre casa e o seu local de trabalho, em Oeiras.

Dadas as recentes proibições por parte das Câmaras Municipais de Oeiras e Cascais de circular em bicicleta nos paredões à beira-mar, o Tiago resolveu redigir um documento intitulado “Um Marginal na Marginal - Proposta para melhorias no concelho” onde, em 10 páginas, aponta os principais problemas de mobilidade em bicicleta e sugere medidas para ajudar a resolvê-los. E tem o cuidado de documentar as situações com fotografias ilustrativas. Criou ainda uma série de slogans e imagens de divulgação e provocação, para alertar para as questões abordadas.

O principal problema apontado prende-se com o ataque e a negligência das entidades no poder para com o uso da bicicleta, quer como transporte quer para lazer. A bicicleta fica de fora no planeamento das infrastruturas, e quando há conflitos com outros utilizadores das vias (carros ou peões) é ela que é banida. As infracções dos ciclistas (neste caso, a circulação nos paredões) são prontamente identificadas e punidas, enquanto que as de automobilistas (que estacionam os carros onde calha - passeios, ciclovias, passadeiras, etc) e as de peões (que circulam nas ciclovias e não nos passeios ao lado - ex. de Cascais) são ignoradas ou pelo menos não são fiscalizadas ao nível que deviam, são encaradas como “normais” e toleradas culturalmente. Além disso, no caso dos ciclistas as infracções de uma minoria servem de desculpa para banir todos os outros da estrada, enquanto que ninguém pensaria fazer isso relativamente aos automobilistas…

Apesar de aparentemente o autor do documento defender a segregação entre bicicletas e restante tráfego (embora possa assumir que seja apenas relativamente à Marginal e/ou relativamente a uma utilização num local de contexto paisagístico privilegiado, como o é a frente ribeirinha destes concelhos, principalmente com o objectivo do lazer e desporto ligeiro), o documento levanta questões pertinentes e apresenta soluções perfeitamente plausíveis, pelo que o recomendamos e apoiamos.

Foi justamente para procurar apoio de outras pessoas interessadas na resolução destes problemas que o Tiago Andrade Santos contactou a FPCUB para que esta ajudasse na divulgação e agisse como intermediário para reunir pessoas interessadas em apoiar esta proposta.

Passeio de bicicleta activista

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Dia 15 de Setembro vai ter lugar um passeio de bicicleta entre a Torre de Belém e a foz do Trancão, no Parque das Nações. Tem uma duração estimada de 2h, por 23 km, começa às 9h30, e é para toda a gente com 12 anos ou mais. É uma prova não-desportiva.

Este passeio vai na 4ª edição e está inserido numa campanha do GEOTA para reivindicar um corredor verde na zona ribeirinha de Lisboa, entre Belém e o Trancão, se possível prolongando-se para os concelhos de Oeiras e de Loures, unindo-se a iniciativas do género já em curso.

As inscrições começaram hoje, a dia 20 de Agosto e vão até 2 de Setembro custando 3 €. Inscrições entre 3 e 7 de Setembro custam 5 €. Dão direito a uma T-Shirt do evento e a um bilhete que permite usar gratuitamente (passageiro e bicicleta) o Metro, comboios da Fertagus e barcos da Transtejo e da Soflusa nesse dia.

Esta iniciativa é extremamente positiva e o corredor verde que defendem é uma infrastrutura urgente para Lisboa e que constituiria uma enorme mais-valia para a cidade, a todos os níveis (económico, ambiental, social,…). Há que divulgar!! :-) Pode fazer o download do poster do evento aqui e do panfleto aqui.

Corredor Verde Belém-Trancão: Um Corredor Verde para Lisboa.

Bicicletas de madeira

As bicicletas em madeira estão na moda. :-) Já tenho visto uma série de modelos e conceitos. O último foi o de uma bicicleta tandem, dupla, de Jens Eichler (slideshow aqui). Muito bonita, vejam o detalhe das luzes e dos garfos! :-)

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Antes já tinha “tropeçado” nas do Jan Gunneweg, que tem um modelo de estrada, um híbrido e até uma cadeira-de-rodas, entre outros projectos. :-)

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Depois há as Xylon, um projecto desenvolvido em 2005 em Portugal por um professor de design, Nick Taylor, e três alunos. O projecto foi apresentado no 2º Festibike nesse ano, já foi falado em revistas e sites internacionais de renome, e tenho ideia de que já houve uma exposição dos modelos numa loja de bicicletas em Lisboa, embora não possa garantir que isso realmente chegou a ocorrer.

xylonklassic.jpg

E também há a Jano, um projecto de mestrado de Roland Kaufmann.

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Investigação tem mostrado que madeira usada em bicicletas tem a capacidade de absorver choques e ruído da estrada como a fibra de carbono, e tem o sentir e a resposta do aço. Isto aliado a outras características estéticas e não só da madeira, e ao factor de craftsmanship implicado nos trabalhos com este material, confere uma atracção especial por estas obras de arte. :-)

Gizmo e Monociclo do século XIX

Dada a historicidade da bicicleta como objecto criado pelo Homem e veículo de transporte, terá sido (e continua a ser) alvo de imensa experimentação no seu desenho e funcionamento. São disso prova alguns documentos de tempos remotos sobre modificações e desenhos inovadores baseados no conceito do veículo movido a pedais. São notórios também os registos vídeo de um passado mais recente que demonstram a criatividade do ser humano ao serviço destes veículos.

Um documentário criado nos anos 70 sobre as invenções dos anos 20 a 50 mostra alguns trechos sobre veículos movidos a pedais, curiosamente tomados como inovadores nos nossos dias. Este documentário, embora não seja exclusivamente sobre veículos movidos a pedal, é um excelente documento sobre a persistência humana no âmbito da inovação, criatividade e procura de soluções para problemas que por vezes ainda não existiam.

Inspirado por um veículo desenhado no século XIX, no ano 1873, em França, um construtor Espanhol (deduzo dado o local onde se encontra actualmente) decidiu construir um veículo movido a pedal, que consiste numa roda gigante, conduzida e pedalada no seu interior.

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Este veículo esteve disponível no site de leilões eBay mas não foi arrematado por ninguém.

A criação deste desenho estará relacionada com a necessidade de baixar o centro de gravidade do monociclo mantendo a simplicidade da utilização de apenas uma roda mas reduzindo a dificuldade de equilíbrio existente num monociclo clássico.

Este veículo chamou à atenção do Brass Goggles (site dedicado ao tema Steampunk, ou seja, objectos desenhados como se fossem da era do vapor), e do Gizmodo.

Será que a sociedade actual aceita da mesma forma os ‘inventores malucos’ que vão surgindo? Será que agora temos uma atitude ‘patent first - create later’, que acaba por limitar os possíveis criadores de produtos inovadores? Será que o pudor de mostrar ideias e produtos inovadores é maior face ao medo de a ideia seja patenteada por outra empresa?

O Código da Estrada Português

Aqui pode ser consultado um apanhado do Código no que respeita aos ciclistas. Neste site podem também ser vistos os sinais de trânsito dedicados às bicicletas.

Resumindo, para cumprir o nosso Código da Estrada ao circular de bicicleta aconteceria isto:

1) teríamos que parar e ceder passagem a toda a hora excepto dentro de rotundas ou face a veículos a sair de caminhos particulares ou passagens de nível (mesmo quando o STOP ou a perda de prioridade está com os outros veículos!!). [Artigo 32]

2) teríamos que abrandar e parar para deixar passar os carros atrás sempre que a estrada não oferecesse condições para eles nos ultrapassarem em segurança (não fazíamos mais nada!). [Artigo 40]

3) sempre que as houver, é obrigatório circular pelas pistas para bicicletas, não nos sendo dado o direito de opção e usar as estradas normais se isso for mais vantajoso (em termos de rapidez ou segurança, por exemplo). [Artigo 78]

4) não poderíamos seguir a par na estrada (mesmo em vias com mais que uma faixa em cada sentido), não podendo usufruir da segurança extra que isso confere, especialmente quando se circula com crianças (que seguiriam à direita, por dentro). [Artigo 90]

5) não poderíamos ocupar a faixa de circulação totalmente para maior segurança, mesmo quando houvesse mais que uma em cada sentido. [Artigo 90] Felizmente o Artigo 13 deixa margem de manobra na interpretação para salvaguardarmos a nossa segurança…

6) não poderíamos circular nas ciclovias com bicicletas que puxassem atrelados de transporte de crianças, nem com triciclos ou qualquer outro tipo de velocípede que não tivesse as rodas todas em linha, independentemente da largura da via. [Artigo 78]

O Código da Estrada desconhece ainda e/ou é omisso quanto a uma série de tipos de velocípedes e respectivos acessórios…

Nestas condições, o ciclista é impedido de escolher as vias que melhor se adequam aos seus objectivos, é obrigado a abrandar e parar frequentemente para deixar outros passarem, não pode usar algumas técnicas de circulação segura, e em caso de acidente é-lhe imputada a culpa na maioria dos casos porque está posicionado no fim da hierarquia de prioridade. Este Código não inclui ainda outras especificações patentes na legislação de outros países europeus que visam proteger e e facilitar o uso da bicicleta. Para mais informação, recomendamos a página do Mário Alves, que tem vários artigos sobre esta temática, em Português e sobre o caso Português.

Como é notório, o nosso Código da Estrada precisa de ser revisto tendo em mente as necessidades e a segurança dos ciclistas. Está obsoleto e desfasado dos congéneres europeus. Para saber mais e agir, visite esta página.

Abusos

Há sempre gente estúpida para estragar o que é de todos…

As bicicletas que aparecem no vídeo são as do Vélib, e não são feitas para aquela utilização…

Sharrows

Definição num dicionário:

sharrow
n. an arrow-like design painted on a roadway to mark a bicycling route.

‘Shared Lane Arrows’ ou ‘Sharrows’, é uma sinaléctica composta por setas e uma bicicleta que indica que nos encontramos numa zona onde é de esperar encontrar pessoas a circular de bicicleta.

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[Fonte]

As sharrows são primas das ciclovias, só que não são exclusivas para bicicletas. São colocadas para indicar claramente os locais onde carros e bicicletas têm que partilhar a estrada. O conceito é simples: em áreas onde é impossível haver ciclovias, seja por que razão for, as sharrows constituem uma via para bicicletas demarcada na estrada, indicando que a faixa tem que ser partilhada por carros e bicicletas. Claro que em todo o lado é suposto haver essa partilha da estrada e haver cumprimento da lei e respeito mútuo, mas esta sinaléctiva vem lembrar e reforçar essa ideia.

O princípio por trás das sharrows é simples: elas reforçam as regras da estrada. Na maioria dos Estados americanos [como em Portugal], os ciclistas têm que circular o mais à direita possível, excepto sob condições de falta de segurança. Uma destas condições é quando a faixa de circulação é demasiado estreita para a passagem simultânea, lado a lado, de um automóvel e de uma bicicleta.

Numa faixa de rodagem estreita, o local mais perigoso para um ciclista estar é chegado muito à direita, porque está numa “zona de porta” e porque os automobilistas pensam que têm espaço suficiente para permanecer naquela faixa de rodagem e ultrapassá-lo. Todo o ciclista que já circulou chegado à direita numa estrada teve a experiência de um carro a passar a 40 km/h (ou mais!) a 10 cm do seu cotovelo esquerdo. Ao mesmo tempo, se alguém num veículo estacionado abrir a porta do carro para sair, o ciclista está mesmo ali (na tal “zona de porta”) e pode sofrer um acidente.

O vídeo seguinte ilustra o conceito:

O mais parecido com as sharrows que conheço por cá é isto, em Tavira:

IMGP6721.JPG

A diferença é que aqui a indicação é contínua, através de uma linha lateral azul, ao longo da estrada, no percurso mais provável de passagem de bicicletas; o sinal da bicicleta pintado no chão aparece muito espaçadamente, é mais pequeno e tem menor relevo, o que leva a que desapareça e fique imperceptível rapidamente, deixando de cumprir a função (alertar para uma via partilhada entre carros e bicicletas):

IMGP6757.JPGIMGP6759.JPG

A Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente 2007

A II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente decorreu em Olhão, no Jardim do Pescador Olhanense, de 26 a 29 de Julho.

II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Nós estivemos lá a mostrar os nossos produtos, sob o tema da mobilidade sustentável.

II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Paralelamente tentámos promover a Massa Crítica, mas o poster do João Taborda que escolhemos ficou com o endereço web imperceptível após a impressão e já era tarde quando reparámos. :-( No entanto fez sucesso com a mensagem provocatória. :-) Também divulgámos a FPCUB, distribuindo panfletos e exemplares da Pedalar, tiveram boa saída.

II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

A feira era de entrada livre, tinha uma tenda gigante com stands de parques naturais, entidades e empresas relacionadas com o ambiente, e uma outra zona de pequenas tendas/stands de artesãos, produtores de agricultura biológica, e algumas empresas, como a nossa. Depois tinha ainda uma zona de diversões para crianças e um auditório ao ar livre, onde foram passados filmes e feitas apresentações.

II Feira Nacional de Parques Naturais e AmbienteII Feira Nacional de Parques Naturais e AmbienteII Feira Nacional de Parques Naturais e AmbienteII Feira Nacional de Parques Naturais e AmbienteII Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Vimos imensa gente de bicicleta, muitas eram as clássicas pasteleiras:

II Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Tivémos alguns episódios insólitos mas o vencedor foi este:

DIY bike child seat

Uma ode ao espírito inventivo humano, mas não inspira muita segurança, ou não fosse este tipo de material capaz de se partir em pedacinhos quando exposto repetidamente ao sol…

Aquele jardim era um local apetecível à noite. A temperatura convidava a estar na rua, havia movimento, bancos para as pessoas se sentarem e conversarem, a lua estava sempre linda, e o mar é sempre uma paisagem inigualável. :-) Quando iluminaram os globos da campanha Earth Condominium, também deu um ar engraçado ao jardim. :-)

II Feira Nacional de Parques Naturais e AmbienteII Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

O início de feira teve alguns atrasos e atribulações por parte da organização, mas tudo acabou por se resolver. Achei que foi um evento interessante e uma iniciativa louvável. Há que dar a conhecer ao público os nossos parques naturais, as entidades e empresas que os tentam proteger, revitalizar e desenvolver. Sob pena de destruirmos tudo, soterrado em PINs…

Pode ver mais fotos do evento neste slideshow.

Magic Wheel

Há sempre alguém a inventar mais uma engenhoca qualquer para ser radical, diferente, esta é a Magic Wheel. :-P

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Será que funciona? Será que é prático? Será que vale a pena? Será que chega a Portugal? Os portugueses costumam gostar de gadgets…