Monthly Archive for Março, 2008

Passeio de bicicletas “diferentes”, no Porto

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Dia 25 de Abril (feriado!), às 14h, no lago oeste do Parque da Cidade do Porto, um passeio de convívio para os entusiastas das bicicletas vintage, chopper, faça-você-mesmo, clássicas, etc, “diferentes”. Por volta das 11h quem quiser pode aparecer para um piquenique pré-passeio, para apanhar uns banhos de sol, conversar, e apreciar com tempo as bicicletas dos participantes.

[Fonte: Fórum BTT, via MC]

EDIT: Em Outubro de 2007 houve um passeio do mesmo género. :-)

Hoje é dia…

de Massa Crítica! :-) E amanhã, de invasão não-motorizada da pista do Autódromo do Estoril! ;-)

KMX Karts 2008 na Interbike de 2007

Vídeo de uma entrevista ao Alan Smith da KMX Karts Ltd (Europe), na Interbike do ano passado:

Bolas, pá, ainda hei-de conseguir andar só em duas rodas também! :-P

Percorrer o Algarve de bicicleta, em segurança, ao longo da EN 125?

«Algarve: Requalificação da EN-125 prevê via exclusiva para bicicletas»

A Estradas de Portugal, pela voz de Santinho Faísca, apresentou na semana passada uma série de propostas para uma intervenção em 65 % da EN 125 (que une Sagres Vila do Bispo a V. R. de Stº António), entre as quais a construção de uma via exclusiva para bicicletas. Foi também referida a intenção de eliminar o estacionamento e os placards das bermas da estrada e plantar nesse espaço árvores tradicionais do Algarve. O objectivo é reduzir em 50 % os acidentes rodoviários (a EN 125 era a 2ª estrada mais mortífera do país). O investimento atinge os 150 milhões de euros.

Parece bom de mais para ser verdade…

KMXing @ Jamor – o vídeo

No dia 15 foi assim:

Quem quiser repetir a dose apareça no Autódromo no dia 29! ;-)

Amolador by bike, em Santarém

Outra história de um dos últimos amoladores.

Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes

Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes. Dizem que quando os amola-tesouras tocam é sinal de que a chuva está para vir. A manhã está fria e o sol espreita por entre os prédios do centro histórico. Não há sinais de chuva nem de clientes. Já lá vai o tempo em que amolar facas, navalhas da barba, tesouras era um negócio que dava para viver. Agora vai dando para o tabaco e pouco mais.

Aprendeu a profissão com o pai há cinquenta anos, mas nem sempre se dedicou à arte. Quando era mais novo trabalhava numa saibreira em Amiais de Cima agarrado à picareta várias horas por dia. Nas horas livres fazia uns biscates como amola-tesouras para arranjar mais dinheiro para as despesas da casa. Manuel da Silva mora no Jardim de Cima, arredores de Santarém, e vai percorrendo algumas terras da região à procura de costureiras que ainda são aquelas que lhe vão dando algum trabalho numa época em que se refere comprar uma faca ou uma tesoura nova que amolar a velha.

Mais uma sopradela na gaita, mais uns passos lentos. Um corno pendurado no guiador vai balançando suavemente. É para afastar a inveja, mas também há uns anos tinha uma missão. Era cheio com água onde se arrefeciam as navalhas da barba quando estavam a passar na roda de amolar. A bicicleta já tem quarenta anos e foi comprada já equipada com a roda de amolar junto ao guiador movida pela força das pedaladas através de uma corrente cheia de óleo. Manuel da Silva é dos últimos resistentes de uma profissão que está em vias de extinção. Os filhos não quiseram aprender um ofício em que tem que se andar muitos e muitos quilómetros até se ganhar às vezes apenas cinco euros.

[Fonte: O Mirante]