Monthly Archive for Julho, 2008

Lembretes

Começa amanhã a 3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente em Olhão, e nós estaremos lá! :-) A Feira decorre entre 24 e 27 de Julho mas atenção!, nós estaremos presentes apenas entre 24 e 26, por motivos de força maior teremos que regressar mais cedo a Lisboa, pelo que já não nos encontrarão lá no dia 27!

Era giro se fosse por isto que temos que regressar antecipadamente: no domingo dia 27 há o V Encontro Nacional de Bicicletas Antigas da Burinhosa! O programa já está disponível aqui.

Ah, e antes disso, na 6ª-feira há Massa Crítica!!

Está tudo na nossa agenda. ;-)

CCB no MyGuide

Soube deste site – MyGuide, durante um evento qualquer sobre empreendedorismo em que participei há uns tempos atrás. E agora, na semana passada, fui contactada por eles pois queriam incluir o nosso Curso de Condução de Bicicleta no guia. Giro, não é? :-) E ora aí está:

E até nos incluíram na sua newsletter! Very cool! :-)

CCB em destaque no site da BikeMagazine

Pois é, um artigo sobre o nosso Curso de Condução de Bicicleta (não pensaram que era o Centro Cultural de Belém, pois não? ;-) ) esteve durante uns dias em destaque no site da revista nacional BikeMagazine. :-)

[Agora já há outra notícia mais recente em destaque, sobre os sapatos MBT (Masai Barefoot Technology) que, a propósito, são mesmo muito confortáveis e podem ser adquiridos em Portugal através da "*Coisas da Rita" (tem um ponto de venda em Lisboa). Eu sei porque cheguei a ir lá experimentar esta invenção tecnológica no ano passado (hmmm, ou terá sido já em 2006?...). ;-) Não cheguei a comprar na altura mas fiquei bem impressionada...]

Cenas a Pedal na 3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

De 24 a 27 de Julho (de 5ª-feira a domingo da próxima semana) decorrerá em Olhão a 3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, e a Cenas a Pedal estará presente, tal como em 2007. Este ano, além do stand com as Mobikys, a Xtracycle, os karts KMX, as zwei e a AirZound, teremos test rides de karts KMX (um K e um ST) – diariamente das 21h30 às 22h30, e workshops para aprender a andar de bicicleta – diariamente das 18h às 20h30.

1000 euros para ir até Dakar e voltar

O Carlos e o Jorge, a dupla da odisseia “Até onde vais com 1000 €“, já regressou. Para manter o espírito do projecto, apanharam uma boleia final do aeroporto com a equipa de reportagem da RTP. :-)

4 meses. 1000 euros. Lisboa – Dakar – Lisboa.

:-)

Outro trike DIY made in Portugal

O Jaime é mais um entusiasta dos triciclos reclinados e adepto do “faça-você-mesmo”. :-) No seu blog apresentou a sua obra-prima:

Descobri-o por acaso através do Fórum BTT, onde ele partilhou as suas conclusões da empreitada:

Alguns dados relevantes:

Peso: 19 Kg em vazio na minha balança da cozinha, a mesma que “me” engorda três quilos em menos de 24H…
Distância entre rodas (centro): 1,0m;
Largura máxima (eixo dianteiro): cerca de 1,1m;
Distância entre eixos: 1m (não quis fugir ao standard);
Comprimento total: 1,9m
Altura ao solo (quadro): 11 cms (17 cms no assento);
Material: Aço (não faço idéia de qual a liga) – A tubagem principal é em tubo de secção quadrada com 30×30x1, o eixo dianteiro em tubo de secção redonda com 30×1,5;
Raio de viragem: cerca de 3,5 mts;
Velocidade máxima: 35,….Kmts/h (até à data);

A protecção da corrente é feita a partir de uma vulgaríssima mangueira de jardim. Dizem os entendidos que é uma excelente solução: amortece qualquer pancada, dura bastante tempo – é muito mais resistente do que parece, é mais silenciosa do que o tubo de alumínio, não desgasta a corrente, é flexível e muito barata. E ajuda a reter o lubrificante da corrente (a sujidade tb, mas nada que uma mangueirada à pressão não resolva).

O rolete da corrente (debaixo do assento) foi feito a partir de uma roda de um patim (em linha), escavada com um dremel. Mais uma vez uma solução barata, apesar de um pouco trabalhosa. É que aquelas rodas são MESMO duras!!!

A corrente é feita com três correntes SRAM com encaixes rápidos (das três sobraram uns 15 cm para ficar à medida). Qualquer corrente (exceptuando as das BMX) serve, devido ao comprimento o desvio lateral não é problemático. O que pode ser problemático é o encaixe nos carretos.
As manetes estão aparafusadas a extensores (pareceu-me uma boa idéia, não valia a pena estar de novo a inventar a roda)… E sempre fica com melhor aspecto.

Os travões: os que estou a utilizar actualmente são uma M…..**. Abrandam… e no fim lá travam. É o que dá comprar dos mais baratos… Ainda não percebi se não será também das borrachas, mas são as mesmas que utilizo nas outras bicicletas… Com sucesso, diga-se de passagem. De qualquer modo ainda tenho que fazer uns apoios para uns V.

Rodas: BMX de 48 raios, as da frente com eixo eixo de 14mm, a traseira com eixo de 10 (as da frente só apoiam de um dos lados, pelo que os eixos de 14 são imprescindíveis.

Pneus: BMX 1.9 à frente e um 2.0 atrás. Marca branca… claro. Tal como as rodas.

Pontos fracos:
-Ainda está a ser afinado. À medida que melhorar vou colocando componentes melhores. Os travões estão no topo da lista.
-Muita desmultiplicação, mesmo com o prato de 53… limita muito a velocidade máxima.
-Aspecto. Óbviamente. Ainda tenho que mudar ali qualquer coisa… talvez na cor.

Pontos fortes:
-Poupei uma pipa de massa. Uma coisinha destas (muito mais bonita, toda XPTO mandada vir “de fora” não ficaria em menos de 1500€ a 2000€).
-Peso. 19 kg, com o quadro em aço e três rodas de 48 raios? Não é nada. O peso médio para estas coisas andará nos 15 Kg. Se eu perder 4, ficamos quites, de um modo menos dispendioso.
-Um que vale mais do que tudo o resto: aprendi a fazer qualquer coisa que nunca tinha imaginado que viria a fazer em dias de vida… bem ou mal, mas está feito.

O Jaime fez também uma estimativa dos custos envolvidos:

bem, no total, excluindo mão-de-obra, ferramentas e os custos com engana-e-volta-atrás, ou seja, contabilizando o custo “líquido”, terá ficado abaixo dos 500€… se tivesse que voltar a repetir, provavelmente seria um pouco mais barato, dado que nem sempre comprei os componentes ao melhor preço.

Ou seja, na prática é capaz de não ter efectivamente poupado dinheiro por ter optado por desenhar e construir um trike ele próprio em vez de comprar um em produção (por 850 € tinha um KMX Tornado em casa), mas o gozo de desenvolver um projecto destes não tem preço. :-)

E com o Jaime, no Seixal, vão então 3, depois do Carlos Camoesas, em Ovar, e do José Aiveca, em Beja.