O criador é Ron de Jong e está à procura de uma empresa que produza isto comercialmente. A bicicleta chama-se Switchbike e pode ser utilizada como uma bicicleta normal de cidade (”upright“) ou como uma lowrider. Para mudar de “modo” basta rodar o punho esquerdo no guiador. Muito, muito fixe!
Tem suspensão no garfo e no quadro, travões de disco com um “imobilizador” integrado (como nos carros), um suporte para bagagem que permanece na horizontal quando a bicicleta está dobrada, permitindo manter lá as compras, por exemplo (cool feature). Totalmente dobrada, fica um volume de 80 x 80 x 28 (cm). O mecanismo de dobragem também aparenta ser simples e rápido. Faz lembrar a Mobiky, embora não dê para usar como um trolley e conduzir como esta, pelo que consegui perceber. É uma bicicleta com bom aspecto e de design inteligente. Tenho curiosidade em saber o preço, mas não deve destoar do resto dos produtos da marca. Quem sabe não será esta a maneira de pôr mais gente a andar de bicicleta no dia-a-dia, oferecer a alternativa de o fazer com o mesmo nível de status económico? Por mim, desde que isso sirva para tirar gente de dentro do carro, I’m all for it!
As bicicletas em madeira estão na moda. Já tenho visto uma série de modelos e conceitos. O último foi o de uma bicicleta tandem, dupla, de Jens Eichler (slideshow aqui). Muito bonita, vejam o detalhe das luzes e dos garfos!
Antes já tinha “tropeçado” nas do Jan Gunneweg, que tem um modelo de estrada, um híbrido e até uma cadeira-de-rodas, entre outros projectos.
Depois há as Xylon, um projecto desenvolvido em 2005 em Portugal por um professor de design, Nick Taylor, e três alunos. O projecto foi apresentado no 2º Festibike nesse ano, já foi falado em revistas e sites internacionais de renome, e tenho ideia de que já houve uma exposição dos modelos numa loja de bicicletas em Lisboa, embora não possa garantir que isso realmente chegou a ocorrer.
E também há a Jano, um projecto de mestrado de Roland Kaufmann.
Investigação tem mostrado que madeira usada em bicicletas tem a capacidade de absorver choques e ruído da estrada como a fibra de carbono, e tem o sentir e a resposta do aço. Isto aliado a outras características estéticas e não só da madeira, e ao factor de craftsmanship implicado nos trabalhos com este material, confere uma atracção especial por estas obras de arte.
Dada a historicidade da bicicleta como objecto criado pelo Homem e veículo de transporte, terá sido (e continua a ser) alvo de imensa experimentação no seu desenho e funcionamento. São disso prova alguns documentos de tempos remotos sobre modificações e desenhos inovadores baseados no conceito do veículo movido a pedais. São notórios também os registos vídeo de um passado mais recente que demonstram a criatividade do ser humano ao serviço destes veículos.
Um documentário criado nos anos 70 sobre as invenções dos anos 20 a 50 mostra alguns trechos sobre veículos movidos a pedais, curiosamente tomados como inovadores nos nossos dias. Este documentário, embora não seja exclusivamente sobre veículos movidos a pedal, é um excelente documento sobre a persistência humana no âmbito da inovação, criatividade e procura de soluções para problemas que por vezes ainda não existiam.
Inspirado por um veículo desenhado no século XIX, no ano 1873, em França, um construtor Espanhol (deduzo dado o local onde se encontra actualmente) decidiu construir um veículo movido a pedal, que consiste numa roda gigante, conduzida e pedalada no seu interior.
A criação deste desenho estará relacionada com a necessidade de baixar o centro de gravidade do monociclo mantendo a simplicidade da utilização de apenas uma roda mas reduzindo a dificuldade de equilíbrio existente num monociclo clássico.
Será que a sociedade actual aceita da mesma forma os ‘inventores malucos’ que vão surgindo? Será que agora temos uma atitude ‘patent first - create later’, que acaba por limitar os possíveis criadores de produtos inovadores? Será que o pudor de mostrar ideias e produtos inovadores é maior face ao medo de a ideia seja patenteada por outra empresa?
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