O Encontro de Bicicletas Antigas da Burinhosa voltou a ter destaque nos media televisivos. A SIC emitiu ainda uma reportagem acerca de profissões em vias de extinção que usam a bicicleta, os amoladores e a entrega de pão porta-a-porta.
[Via]
O Encontro de Bicicletas Antigas da Burinhosa voltou a ter destaque nos media televisivos. A SIC emitiu ainda uma reportagem acerca de profissões em vias de extinção que usam a bicicleta, os amoladores e a entrega de pão porta-a-porta.
[Via]
No outro dia encontrei isto, por acaso, no Fórum BTT:

Foto: xman
Não é absolutamente LIN-DO?
Dá para 7 pessoas, 2 adultos e 5 crianças (2 no reboque e 3 nas bicicletas atrás. Isto é o tipo de coisas que eu só vejo “lá fora”. Mas já há “malucos” destes cá! É tão fixe que não tenho palavras.
Esta família andava a pedalar pelo Parque das Nações, em Lisboa.
Sim, é possível.
E há sempre a montanha russa! ![]()
Volta às Caldas da Rainha no próximo dia 25 de Maio (domingo). Deve ser fixe de ver!
No ano passado foi assim (vídeo). Muitas cenas a pedal malucas.
A prova inclui o veículo, que se pretende original e não-motorizado, uma prova de conhecimentos (tipo rally-paper) e outras mais “físicas”. Os prémios são uma viagem para uma capital europeia e estadias em Pousadas da Juventude.
No ano passado terão participado cerca de 100 pessoas distribuídas por 15 equipas. Pode-se participar a título individual ou como um grupo. As inscrições são aceites até ao dia da prova.
Outra história de um dos últimos amoladores.
Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes
Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes. Dizem que quando os amola-tesouras tocam é sinal de que a chuva está para vir. A manhã está fria e o sol espreita por entre os prédios do centro histórico. Não há sinais de chuva nem de clientes. Já lá vai o tempo em que amolar facas, navalhas da barba, tesouras era um negócio que dava para viver. Agora vai dando para o tabaco e pouco mais.
Aprendeu a profissão com o pai há cinquenta anos, mas nem sempre se dedicou à arte. Quando era mais novo trabalhava numa saibreira em Amiais de Cima agarrado à picareta várias horas por dia. Nas horas livres fazia uns biscates como amola-tesouras para arranjar mais dinheiro para as despesas da casa. Manuel da Silva mora no Jardim de Cima, arredores de Santarém, e vai percorrendo algumas terras da região à procura de costureiras que ainda são aquelas que lhe vão dando algum trabalho numa época em que se refere comprar uma faca ou uma tesoura nova que amolar a velha.
Mais uma sopradela na gaita, mais uns passos lentos. Um corno pendurado no guiador vai balançando suavemente. É para afastar a inveja, mas também há uns anos tinha uma missão. Era cheio com água onde se arrefeciam as navalhas da barba quando estavam a passar na roda de amolar. A bicicleta já tem quarenta anos e foi comprada já equipada com a roda de amolar junto ao guiador movida pela força das pedaladas através de uma corrente cheia de óleo. Manuel da Silva é dos últimos resistentes de uma profissão que está em vias de extinção. Os filhos não quiseram aprender um ofício em que tem que se andar muitos e muitos quilómetros até se ganhar às vezes apenas cinco euros.
[Fonte: O Mirante]
Looks really futuristic. And confortable.
[Via]
Últimos comentários