Archive for the 'Indústria e Consumidor' Category

The Bicycle Buyer

Nova adição à lista de publicações sobre bicicletas, a The Bicycle Buyer (em inglês, claro está), será lançada a 12 de Setembro de 2008 (coincidência, exactamente no dia do 2º aniversário da Cenas a Pedal). Penso que o focus será no desporto e no lazer activo, mas talvez haja espaço para bicicletas mais utilitárias, também, quem sabe? Pelo menos é essa a tendência do mercado.

Esta revista é para o consumidor, e pretende guiar os novos no ciclismo/bicicletas quanto a qual o produto adequado, quais os acessórios que farão toda a diferença e como abordar diferentes estilos de utilização da bicicleta. O público-alvo tem entre 25 e 35 anos e atingiu o ponto onde encontrar uma actividade de lazer saudável é essencial para se manter em forma.

[Via]

Bike blog quiz

I did the quiz, suggested by Fritz, and this was my result:

Fiendish bike blog quiz


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100%

(10 out of 10 Questions Correct)




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:-P Ok, ok, I admit, some of the answers were too unsure, but hey, the instinct got me there, anyway! ;-)

Bike world economics

A(s) crise(s) em curso e por vir e as bicicletas

Wheels & Heels

Na onda do Pret-a-Rouler (espreitar algumas fotos aqui), já aqui falado, surgiu uma nova iniciativa com mais ou menos os mesmos objectivos, o Wheels & Heels.

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O evento fez parte da Semana da Moda de Londres, e foi organizado por duas Câmaras Municipais Juntas de Freguesia. Uma rua foi transformada em passerelle, e as boutiques em redor ficaram abertas até mais tarde, integrando o evento.

A festa aconteceu na noite de dia de S. Valentim. :-)

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Foto: Rob Lampard (fonte)

O objectivo foi o de servir de montra a alguns dos designers locais e mostrar - especialmente às mulheres - que a opção pelo uso da bicicleta no dia-a-dia não tem que significar um sacrifício do guarda-roupa e uma dieta à base de licra. Pesquisas indicam que as mulheres de todas as idades usam menos a bicicleta do que os homens, sendo a diferença mais acentuada na faixa dos 17-20 anos, sendo por isso importante mostrar alternativas de vestuário que se coadunem com os gostos e prioridades das mulheres e que as atraiam para a bicicleta.

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Foto: Roxy Erickson (mais aqui)

Pessoalmente, gostei mais das propostas do Pret-a-Rouler do que deste (a avaliar pelas fotos a que tive acesso), mas todas as inicitivas são bem-vindas! ;-)

Even roadies are starting to get it

Ora, o Lance Armstrong vai abrir uma loja de bicicletas em Austin (EUA) vocacionada para os ‘commuters’, os utilizadores de bicicletas para transporte. O Lance Armstrong é um atleta profissional do ciclismo de estrada (ganhou a Tour de France 7 vezes consecutivas).

Entretanto, outro roadie de topo, David Zabriskie, lançou uma campanha de segurança rodoviária, a Yield 2 Life (algo como “dê prioridade à vida”) para sensibilizar ciclistas e automobilistas para um comportamento mais cortês e seguro nas estradas.

E em Portugal continua-se a dizer que as bicicletas não têm lugar nem papel nas cidades… Não esperem que por cá os progressos sejam top-down, têm que ser as bases a levar as coisas em frente e fazer a mudança bottom-up. Just ride your bike whenever you can, nevermind those who say it can’t be done. They are so wrong…. ;-)

“A oficina de bicicletas”

A oficina de bicicletas do Mestre Augusto fica na Chamusca numa rua histórica onde trabalharam há muitos anos alguns dos maiores Mestres da terra na arte do ferro, da ourivesaria e do comércio puro e duro do vinho, das fazendas e da mercearia. Hoje já todos passaram à história. Depois de morrerem os homens, transformaram-se os edifícios e adaptaram-se a outras áreas de negócio ou pura e simplesmente fecharam portas.

No número 42 da Rua Câmara Pestana, a oficina de bicicletas do Mestre Augusto continua a ser um local de trabalho diário. Lá tudo ainda é como há meio século atrás. O trabalho pode ser feito na hora, ninguém precisa de pagar adiantado, os preços do serviço prestado estão ao nível do que se praticava no tempo da outra senhora e o atendimento é feito à porta, já que o espaço da oficina mal dá para o Mestre pendurar duas bicicletas ao mesmo tempo.

Quem passa todos os dias na Rua Câmara Pestana nem dá pela presença do Mestre Augusto, enfiado naquele rectângulo de um rés-do-chão de uma casa igualmente quase centenária. O Mestre Augusto tem 86 anos e todos os dias cumpre rigorosamente um horário de trabalho normal, com o espírito de quem está a iniciar um negócio e precisa de ser útil à sociedade e de satisfazer o cliente para que ele volte da próxima vez.

Um dia destes, na deslocação que faz de casa para o trabalho e do trabalho para casa, montado numa velha pasteleira, alguém se descuidou e abriu a porta do carro já estacionado precisamente no momento em que o Mestre Augusto pedalava a caminho da oficina. Deu um trambolhão de se lhe tirar o chapéu e temeu-se o pior. Mas as mazelas de uma queda aparatosa de um homem de 86 anos podem parecer cenas de um filme de Manuel de Oliveira se observadas à luz do destino e da arte de viver com as raízes bem presas ao chão. Como os ossos não se partiram o Mestre Augusto assim como caiu se levantou, e quanto a ferimentos não há nada que o mercúrio e as sulfamidas não resolvam num corpo habituado aos rigores do trabalho de uma oficina.

É muito normal vê-lo a trabalhar quase às escuras ao fim da tarde porque ainda guarda o velho hábito de poupar na luz eléctrica. Quem for bom observador vai reparar que àquela porta ainda se concentra muita gente a falar da vidinha e das novidades da vila.

Quer saber quem foi o último riquinho da terra a passar um cheque sem cobertura? O último caçador a errar o alvo? O último pescador a cair ao rio com o peso da cana de pesca? O ultimo barbudo a empenhar as barbas? O último careca a perder o capuchinho? Então devolva a bicicleta à sua vida e ganha o direito de partilhar a oficina de um dos últimos Mestres da Terra Branca na arte de trabalhar… para aquecer.

Fonte: O Mirante, artigo de JAE

Aqui em Porto Salvo também há uma oficina assim, minúscula e antiga. Bom, o mecânico não tem ainda sequer perto de 86 anos, mas já me afinava os travões e as mudanças de borla quando eu era miúda (e ainda me enchia os pneus de vez em quando), por isso a oficina já existe pelo menos há 15-20 anos. Este tipo de oficina de bairro (e sem estar associada a uma loja de bicicletas) já é uma raridade… :-(