A Estradas de Portugal, pela voz de Santinho Faísca, apresentou na semana passada uma série de propostas para uma intervenção em 65 % da EN 125 (que une Sagres Vila do Bispo a V. R. de Stº António), entre as quais a construção de uma via exclusiva para bicicletas. Foi também referida a intenção de eliminar o estacionamento e os placards das bermas da estrada e plantar nesse espaço árvores tradicionais do Algarve. O objectivo é reduzir em 50 % os acidentes rodoviários (a EN 125 era a 2ª estrada mais mortífera do país). O investimento atinge os 150 milhões de euros.
«A bicicleta é uma alternativa viável - e não poluente - ao automóvel. Mesmo nas ruas de Lisboa, onde o trânsito e os declives acentuados parecem não assustar o crescente número de ciclistas.» Texto de Sara Raquel Silva. Fotos de Paulo Castanheira / AFFP. Revista Gingko, edição n.º 1, Março de 2008:
A revista Time Out Lisboa da semana passada tinha “Ideias Verdes” como tema de capa. Lá dentro encontrei um artigo sobre “fugir do carro”, em que falaram das opções de mobilidade de 3 lisboetas: caminhar, pedalar numa bicicleta ou viajar em pé, num Segway.
É bastante sintomático da relação entre os dois países e da diferença de mentalidade relativamente ao tema da bicicleta, que o português não faça parte dos idiomas disponíveis no site do congresso (catalão, castelhano, inglês e francês)… Adiante.
O tema da polícia em bicicleta vai ter algumas apresentações, vão ter lugar alguns workshops, um dia de visita guiada pelas Vias Verdes da Terra Alta e uma festa da bicicleta no último dia. O programa ainda está em desenvolvimento.
EUROPE SPECIAL: Cycling in Portugal - Don’t assume the grass is always greener
É sempre curioso ver o nosso país visto por pessoas de outra cultura. E o que é certo é que ele acertou na mouche. E o que vale para Idanha-a-Nova vale para inúmeros outros locais em Portugal…
Já com a permissão do autor e da revista, disponibilizamos aqui o artigo, em pdf, para quem quiser consultar.
Estão a ver cenas destas a passar na nossa TV, não estão? Ok, vá lá, talvez na RTP2, daqui a uns anitos…?
A promoção do uso da bicicleta não tem que ser sempre e só como contraponto ao ataque aos maus hábitos, mas válida em si mesma, divulgando e incentivando hábitos melhores: mais agradáveis, saudáveis, divertidos, económicos e práticos.
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