Estou a ponderar ir! Mas ainda é uma brincadeira para ficar nuns 300 € mesmo na versão mais low-cost, e 3 dias de trabalho… Logo se vê como correm as próximas 2-3 semanas para a Cenas a Pedal. ;-P Alguém por aí está também com ideias de ir?
Esta apresentação concentra-se na dissertação de mestrado do Paulo, que foi aprovada pelo ISEL em 2009. Principalmente a todos os que achem interessantes, credíveis, e positivos a apresentação e o projecto do Paulo, recomendo vivamente que leiam e analisem criticamente a sua dissertação e não se limitem ao cheerleading automático e desinformado. O facto de ter sido realizada por uma pessoa formalmente instruída em engenharia de tráfego (licenciatura + mestrado), e que efectivamente se prestou a andar de bicicleta durante o processo, e ter sido aprovada por um organismo de ensino superior (público), com a chancela do Vice-Presidente do InIR, e ter procurado, angariado e aproveitado tanta atenção dos media, implica um elevado grau de responsabilidade técnica e política de todos os envolvidos e é, consequentemente, um reflexo do nível dessa mesma responsabilidade técnica e política, nesta área, no nosso país, hoje em dia. A não perder, então.
Lembra-te que operas um veículo com todos os direitos e deveres inerentes
Lembra-te que tens direito a usar toda a largura da via
Procura sempre colocar-te diante dos automóveis ao aguardar pelo verde num semáforo
Não andes aos zigue-zagues
Tem cuidado ao ultrapassar
Nas rotundas segue em linha com os automóveis
Lembra-te que os passeios são para os peões
Nunca vás em contramão
De noite usa reflectores e equipa a tua bicicleta com luzes
Resumindo:
Sê visível (pontos 1, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10). Respeita as normas do trânsito (pontos 2, 8, 9).
Correm notícias de que o sistema de bikesharing de Lisboa estará em funcionamento até ao final deste ano. Parece que as bicicletas terão assistência eléctrica. E ontem ouvi que a adjudicação implicou uma contrapartida de dinheiro para investigação – não sei é do quê, por quem, etc. Vamos torcer para que não se tenham esquecido de contemplar orçamento e meios adequados para campanhas de comunicação e educação como esta do Ecobici.
Aqui há tempos comecei a aperceber-me que, em Portugal, as chamadas ciclovias são frequentemente projectadas por arquitectos paisagistas, quando as rodovias normais são projectadas por engenheiros civis com especialização em vias de comunicação rodoviárias. Now, that got to mean something, right?… Quais as causas desta dualidade, e quais as consequências? Não deveriam todas as vias de comunicação ser projectadas por equipas de engenheiros e arquitectos paisagistas? Para que todas as vias (rodovias, ciclovias, ferrovias, redes pedonais, whatever) fossem eficientes, o mais seguras possível, bem enquadradas na paisagem e minimamente agradáveis de percorrer? Ou será apenas um erro de análise muito superficial da minha parte, e na verdade já é isto que acontece?…
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