Archive for the 'Publicações e recursos' Category

The Bicycle Buyer

Nova adição à lista de publicações sobre bicicletas, a The Bicycle Buyer (em inglês, claro está), será lançada a 12 de Setembro de 2008 (coincidência, exactamente no dia do 2º aniversário da Cenas a Pedal). Penso que o focus será no desporto e no lazer activo, mas talvez haja espaço para bicicletas mais utilitárias, também, quem sabe? Pelo menos é essa a tendência do mercado.

Esta revista é para o consumidor, e pretende guiar os novos no ciclismo/bicicletas quanto a qual o produto adequado, quais os acessórios que farão toda a diferença e como abordar diferentes estilos de utilização da bicicleta. O público-alvo tem entre 25 e 35 anos e atingiu o ponto onde encontrar uma actividade de lazer saudável é essencial para se manter em forma.

[Via]

Filogenia dos programas de uso de bicicleta

Uma boa sistematização dos vários tipos de operação existentes, do bikesharing ao aluguer “normal”, feita pelo Paul, do Bike Sharing Blog. Notem a referência a Aveiro. ;-) Dei-lhe a dica aqui há tempos, porque Portugal não aparecia com nenhum programa de bikesharing no mapa disponível no site dele, e eu lembrava-me das BUGAs. Mas entretanto, ao preparar o segundo mail com os detalhes do programa, apercebi-me que as BUGAs já não funcionam no mesmo sistema de antigamente, pelo que já não são bikesharing e servem agora um público em uso recreativo… :-(

De bicicleta em Portugal, pela A to B

Artigo sobre andar de bicicleta em Portugal, pela revista A to B Coincidência gira, falei há pouco de várias revistas anglo-saxónicas especializadas em bicicletas como meio de transporte e objectos utilitários, onde referi a A to B, e entretanto a última edição desta revista saiu e pude ler um artigo do Gary White (casado com uma portuguesa e visitante regular do nosso país) com o título:

EUROPE SPECIAL: Cycling in Portugal - Don’t assume the grass is always greener

É sempre curioso ver o nosso país visto por pessoas de outra cultura. :-) E o que é certo é que ele acertou na mouche. E o que vale para Idanha-a-Nova vale para inúmeros outros locais em Portugal…

Já com a permissão do autor e da revista, disponibilizamos aqui o artigo, em pdf, para quem quiser consultar. ;-)

Publicações especializadas em cenas a pedal

Em Portugal não há revistas, e-zines ou outras publicações especializadas naquilo que a Cenas a Pedal is all about: bicicletas e outras “cenas a pedal” utilitárias, a cultura da bicicleta como um meio de transporte, um objecto de lazer, um estilo de vida.

Portugal tem duas revistas sobre bicicletas: a BIKE Magazine (mensal), focada essencialmente no BTT, e a ONBIKE (bimensal), mais virada para o Freeride. Chegou a haver algumas edições de uma revista online, a Revista Pedal, mas agora optaram exclusivamente pelo formato “site”, pelo que não se pode considerar uma “revista”. ;-) O focus é também o desporto.

Mas lá fora já há publicações que acompanham e reflectem a tendência mundial da cultura da bicicleta como um objecto prático, além vertente desportiva, algumas há alguns anos, outras nascidas muito recentemente. Aqui ficam alguns exemplos do mundo anglo-saxónico:

A to B

Surgiu em 1993 com o nome “Folder“, tendo adoptado este em 1997. É uma revista britânica (bimensal), especializada em bicicletas eléctricas, bicicletas dobráveis, comboios e transportes alternativos. Leva a cabo reviews de equipamento muito detalhadas, e é esse o seu ponto forte. Também acho interessante, mas é muito mais técnica que a Velovision (ver mais abaixo), e custa-me muito mais a ler. É uma revista “a sério”, publicada em papel, mas também está disponível aos assinantes em versão digital acessível online (tem edição de acesso gratuito, para experimentar).

Velovision

Outra revista britânica (trimestral), surgiu em 2001 e celebra a cultura da bicicleta pelo mundo. É uma revista para os apaixonados pelas bicicletas e outros veículos a pedal, e para os interessados nas suas aplicações práticas, e de lazer. Para nós na CaP, é uma referência incontornável e consulta obrigatória desde que a descobrimos, e custa-nos esperar sempre 3 meses pela próxima. :-P Desde o primeiro número que se encontram artigos interessantes e invenções curiosas, tem valido bem o investimento! :-) Além da versão em papel, também está disponível aos assinantes em formato digital, para consulta online (com acesso gratuito a uma das edições).

Momentum
The magazine for self-propelled people.

Esta revista (bimensal) é feita no Canadá e foi fundada em 2002. Em termos de grafismo, de organização, alcance e temas abordados, é a mais parecida com a Velovision. Apresenta-se como uma revista «que reflecte a vida das pessoas que usam a bicicleta, oferecendo aos ciclistas urbanos a inspiração, a informação e os recursos para os ajudar a desfrutar totalmente da sua experiência de uso da bicicleta e pondo-os em contacto com as suas comunidades locais e globais de ciclistas». A revista é distribuída e vendida em formato papel, mas uma versão em formato digital acessível online é disponibilizada gratuitamente. É uma publicação muito boa.

CityCycling
No matter what you ride, as long as you do…

Esta é uma revista (mensal), fundada em 2005, na Escócia. Fala essencialmente da utilização da bicicleta em meio urbano. É disponibilizada em versão digital apenas, e acessível gratuitamente online. A minha Mobiky à espera numa estação de Metro já foi capa de uma das edições, e numa outra foi publicado um artigo que escrevi sobre a minha experiência no “mundo das bicicletas” e o projecto da CaP, nomeadamente o produto que o despoletou, a Mobiky, a convite simpático do editor, Anthony. :-)

Urban Velo
Bicycle culture on the skids.

Uma nova publicação (bimensal), lançada em 2007, vinda dos EUA. Define-se como um «reflexo da cultura ciclística nas cidades de hoje». Tem artigos mais políticos e de advocacy, dicas técnicas e práticas, e foca muito as diferentes sub-culturas da cycling scene. Os mensageiros, os aficcionados das fixed gear, etc. Tenho gostado de ler, e até já contribuí para a secção “I love riding in the city“! :-) A versão em papel é paga, mas uma versão digital (em html ou pdf) é disponibilizada gratuitamente no site.

The Practical Pedal
The journal of practical bicycling.

Outra publicação recente (trimestral), lançada em 2007, nos EUA. É um jornal «para pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, informando e inspirando a fazer a diferença». É distribuído em versão papel e em versão digital, em pdf, gratuitamente.

UPDATE: Também há a Cranked, de que me esqueci porque nunca li nenhuma (no site há um ou dois artigos disponíveis em pdf para download livre).
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Desconheço se há alguma revista do género e âmbito destas que acabei de listar no Brasil, por exemplo, mas penso que não. O mesmo digo de Espanha. Talvez daqui a uns anitos haja massa crítica suficiente no mundo lusófono para se poder fazer uma. Entre portugueses e brasileiros, pelo menos, há de dar para alguma joint venture literária “sobre rodas”! ;-)

“Bicicletas - Transporte do Futuro?”

O João Taborda deu a dica para a lista da MC. Um artigo sobre o uso da bicicleta como transporte, publicado no Jornal Engenharia, da FEUP:

artigobicicleta.jpg

Pode ser visto aqui, na edição n.º 27, de Dezembro de 2007.

Versão 0.2 beta d’“O Código da Estrada e os Velocípedes: Perguntas Frequentes”

Depois da versão inaugural, publico agora a versão 0.2 beta d’ “O Código da Estrada e os Velocípedes: Perguntas Frequentes”, onde introduzi algumas correcções e melhorias suscitadas pelo feedback (que muito agradeço) do Mário Alves, do Frederico Bruno e do Rui Caldeira, à versão 0.1 beta. Ainda é um “work in progress”.

“O Código da Estrada e os Velocípedes: Perguntas Frequentes”

Eu tenho a carta de condução tipo B e conduzo automóveis há uns 7 anos. No entanto, ao circular de bicicleta, sou assaltada por imensas dúvidas do que posso ou não fazer e como se aplicam a mim as regras do Código da Estrada. Por isso, e por ter reparado que muita gente anda com as mesmas dúvidas e muitas vezes com assunções erradas, resolvi contribuir para ajudar a tornar mais “digerível” o Código da Estrada, para quem o analisa da perspectiva de um velocípede / ciclista.

Assim, analisei o Código da Estrada actual, o Regulamento da Sinalização de Trânsito, algumas Portarias (como a que regulamenta os dispositivos de iluminação, por exemplo), e redigi um documento construído estilo FAQ (”Frequentely Asked Questions”): “O Código da Estrada e os faq2_ce_ciclistas_v01betapdf.pngVelocípedes: Perguntas Frequentes” (ficheiro em formato pdf, com 856.6 kb).

Esta versão é a 0.1 beta e espero poder alterá-la e lançar uma versão mais “definitiva”, ou estável, o mais depressa possível, faltando para isso obter resposta às questões para as quais não consegui chegar a uma conclusão satisfatória, ou inequívoca, e outras sobre as quais simplesmente não consegui encontrar, ou “ler”, informação. Para tal, agradeço todas as sugestões de melhoria ou correcção a este documento, que podem ser enviadas para o meu mail: anapereira @ cenasapedal . com. Obrigada. :-)

“Um Marginal na Marginal”

O Tiago Andrade Santos é um arquitecto que usa a bicicleta diariamente como meio de transporte, para se deslocar entre casa e o seu local de trabalho, em Oeiras.

Dadas as recentes proibições por parte das Câmaras Municipais de Oeiras e Cascais de circular em bicicleta nos paredões à beira-mar, o Tiago resolveu redigir um documento intitulado “Um Marginal na Marginal - Proposta para melhorias no concelho” onde, em 10 páginas, aponta os principais problemas de mobilidade em bicicleta e sugere medidas para ajudar a resolvê-los. E tem o cuidado de documentar as situações com fotografias ilustrativas. Criou ainda uma série de slogans e imagens de divulgação e provocação, para alertar para as questões abordadas.

O principal problema apontado prende-se com o ataque e a negligência das entidades no poder para com o uso da bicicleta, quer como transporte quer para lazer. A bicicleta fica de fora no planeamento das infrastruturas, e quando há conflitos com outros utilizadores das vias (carros ou peões) é ela que é banida. As infracções dos ciclistas (neste caso, a circulação nos paredões) são prontamente identificadas e punidas, enquanto que as de automobilistas (que estacionam os carros onde calha - passeios, ciclovias, passadeiras, etc) e as de peões (que circulam nas ciclovias e não nos passeios ao lado - ex. de Cascais) são ignoradas ou pelo menos não são fiscalizadas ao nível que deviam, são encaradas como “normais” e toleradas culturalmente. Além disso, no caso dos ciclistas as infracções de uma minoria servem de desculpa para banir todos os outros da estrada, enquanto que ninguém pensaria fazer isso relativamente aos automobilistas…

Apesar de aparentemente o autor do documento defender a segregação entre bicicletas e restante tráfego (embora possa assumir que seja apenas relativamente à Marginal e/ou relativamente a uma utilização num local de contexto paisagístico privilegiado, como o é a frente ribeirinha destes concelhos, principalmente com o objectivo do lazer e desporto ligeiro), o documento levanta questões pertinentes e apresenta soluções perfeitamente plausíveis, pelo que o recomendamos e apoiamos.

Foi justamente para procurar apoio de outras pessoas interessadas na resolução destes problemas que o Tiago Andrade Santos contactou a FPCUB para que esta ajudasse na divulgação e agisse como intermediário para reunir pessoas interessadas em apoiar esta proposta.

Os bike commuters são os mais felizes!

Todd Litman do Victoria Transportation Policy Institute (VTPI) — “uma organização independente de investigação dedicada a desenvolver soluções práticas e inovadoras para os problemas do transporte” - publicou um estudo que compara a satisfação das pessoas com os seus movimentos pendulares diários.

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«Entre as opções de deslocação diária - apenas automóvel, apenas transportes públicos, misto de automóvel e transportes públicos, bicicleta e caminhada, os commuters mais felizes são os que vão para o emprego com a sua própria energia. Os ciclistas expressam os níveis de satisfação mais altos, e mais baixos de insatisfação, com as suas viagens matinais e vespertinas. Os caminhantes aparecem logo atrás. Não se sabe se é por ambos terem tendencialmente deslocações menores ou se é por tenderem a ter percursos agradáveis ou livres de stress (caso contrário escolheriam outra forma de chegar ao emprego). De qualquer modo, parece que uma boa maneira de fazer as pessoas felizes com as suas viagens pendulares é - se possível - dar-lhes uma forma segura e rápida de chegarem ao trabalho pelos seus próprios meios e energia.»

Também é notória a influência que a duração das deslocações tem sobre o nível de satisfação:

screenshot-1.jpg

Isto contraria todas as políticas usuais em Portugal: construir mais e mais “acessibilidades” (a.k.a. estradas, geralmente sem incluir as necessidades de peões e afins), que meia-dúzia de anos depois estão igualmente congestionadas e voltamos à estaca zero.

[Via]

Mobiky na capa da CityCycling n.º 20

How cool is that?! :-D Enquanto se espera pelo Metro em Lisboa, uma pessoa entretém-se a fotografar a sua bicicleta e, nas voltas que tudo dá, uma foto acaba na capa de uma revista online sobre o uso da bicicleta na cidade,… no Reino Unido. :-) Às vezes o mundo é pequeno, não é? Thanks to Anthony for digging this pic. ;-)

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CityCycling n.º 20