Archive for the 'Transportes Públicos' Category

Page 2 of 4

Alô

Não, o silêncio não se deveu a férias, mas a muito trabalho. Continuamos por aqui. ;-)

Amanhã temos aqui em Oeiras a Marginal Sem Carros. Não percam. :-) Nós também estaremos por ali, mas em trabalho…

Entretanto está a chegar ao fim a Semana Europeia da Mobilidade, aqueles 7 dias do ano em que muitos políticos e empresas concentram a apresentação das poucas iniciativas em prol da acessibilidade e da mobilidade sustentável que se viram levados a apresentar nesse ano, empurrados pelos protestos e pedidos dos eleitores ou dos clientes. É uma grande pressão para todos, têm que encher a semana de eventos e animações, o que leva a que qualquer coisa seja “integrada na Semana Europeia da Mobilidade”, incluindo passeios e actividades desportivas. É o chamado “encher chouriços”.

Relativamente ao transporte de bicicletas nos transportes públicos em Lisboa, algumas novidades:

A Carris vai duplicar o número de carreiras que, aos fins-de-semana e feriados, o aceitam. O Metro de Lisboa alargou em meia hora o período em que permite o transporte de bicicletas (agora a partir das 20h). A CP aboliu as restrições horárias nas linhas urbanas de Cascais e Sintra (o transporte não é proibido às horas de ponta, depende apenas de haver espaço).

Tudo medidas políticas, de “papel”, que podiam ter sido tomadas há muito mais tempo, e não adiadas (à custa de um melhor serviço aos clientes, mais cedo) para apresentar com pompa e circunstância na SEM no fim do ano… Estacionamento para promover e servir a intermodalidade, calhas nas escadas, ganchos/suportes/correias ou carruagens adaptadas, não, nada. Nada de iniciativa, todas as medidas são a reboque de lutas e pressão por parte dos clientes ou das modas emergentes indiciadas pela sociedade/cultura/media. Um nicho de mercado brutal, e no caso da CP, uma directiva europeia com data limite de 2010, e nada de proactividade.

Mas não, não sou ingrata, embora seja crítica. Muito obrigada, CP, Carris, e Metro Lx, pelos tímidos progressos que se vão fazendo! :-) Ainda esta semana pude usufruir disto na linha de Cascais. ;-) A alternativa pré-medida teria sido o carro…

5º Encontro Transportes em Revista

Na próxima 4ª-feira, dia 9 de Julho, em Lisboa, terá lugar o 5º Encontro Transportes em Revista, com o tema «transportes – factor de inclusão social». Será que a bicicleta será objecto do tempo de antena de algum dos oradores?…

5º Encontro Transportes em Revista

Tenho imensa curiosidade em saber se e como serão abordados e integrados os modos suaves na discussão de políticas e tendências do mercado dos transportes e da mobilidade…

A bicicleta pode ser usada como meio de transporte por crianças e adultos, jovens e velhos, desportistas e pessoas com necessidades especiais. Por quem tem carta e por quem não a pode ter. A bicicleta é um meio de transporte acessível a todas as classes sócio-económicas, a bicicleta como lazer ou desporto é algo que une pessoas de todos os quadrantes sociais e profissionais. A bicicleta é um meio de transporte individual que também pode ser colectivo (um mesmo veículo pode transportar várias pessoas), pode ser privado ou público.

A bicicleta permite optimizar e expandir o alcance dos transportes públicos, preenchendo as falhas da rede, integrando uma opção multimodal se houver serviços de estacionamento seguro de bicicletas nos interfaces e/ou um sistema de bicicletas públicas com estações nesses mesmos interfaces, ou usufruindo de facilidades a nível da co-modalidade quando os operadores ofereçam condições para as bicicletas serem transportadas nos comboios, metro, eléctrico, barco, avião, táxi e autocarros, ou caso se opte por bicicletas dobráveis.

A bicicleta pode ser usada para desporto, em lazer, ou para ir de A a B, pode servir para transportar coisas e pessoas e para servir de veículo de trabalho em negócios móveis (ex.: quiosques). A bicicleta junta numa praça comum novos e velhos, homens e mulheres, pobres e ricos, atletas e “couch potatoes“. Parece-me um modo incontornável num encontro de discussão sobre inclusão social. Esperemos que não seja a única a pensar desta forma… ;-)

Vel’oh

Os sistemas de bikesharing proliferam como cogumelos. :-) No Luxemburgo há agora o Vel’oh.

A CML também está a preparar um concurso público para implementar um sistema destes em Lisboa. Resta saber se vão arranjar as estradas onde é suposto as pessoas usarem as bicicletas… Ex: subir ou descer entre a Baixa e o Marquês de Pombal é um horror…

Filogenia dos programas de uso de bicicleta

Uma boa sistematização dos vários tipos de operação existentes, do bikesharing ao aluguer “normal”, feita pelo Paul, do Bike Sharing Blog. Notem a referência a Aveiro. ;-) Dei-lhe a dica aqui há tempos, porque Portugal não aparecia com nenhum programa de bikesharing no mapa disponível no site dele, e eu lembrava-me das BUGAs. Mas entretanto, ao preparar o segundo mail com os detalhes do programa, apercebi-me que as BUGAs já não funcionam no mesmo sistema de antigamente, pelo que já não são bikesharing e servem agora um público em uso recreativo… :-(

Suportes para bicicletas nos autocarros

Por cá ainda não há disto, vá-se lá saber porquê.

bus_bike_rack.jpg
[Foto: BSmaurer]

Bom, na verdade, desconfio que terá a ver com o Código da Estrada e outros artigos de legislação obsoletos…

No final de 2007 a Carris iniciou um projecto-piloto com 2 carreiras em que é permitido o transporte de bicicletas, no interior dos autocarros, mas apenas aos fins-de-semana e feriados, ou seja, não serve de nada para facilitar ou tornar possível o uso da bicicleta nos dias úteis… Ainda não tive oportunidade de ir experimentar, mas à partida, acho a alternativa no exterior do autocarro mais prática por não interferir com a circulação das pessoas no interior do mesmo.

Agora encontrei um vídeo de instruções original de um operador de autocarros numa localidade do Kentucky (EUA), que incentiva os ciclistas a usar os serviços deles e explica como usar os suportes. O que é giro é o formato “hip hop videoclip” do vídeo. :-D

Fixe, não é? :-)

[Via]

Bicicletas públicas vs. espaço publicitário urbano

O Paul, do Bikesharing Blog, encontrou há tempos um artigo sobre a “febre” (boa, parece-me!) dos sistemas estilo Vélib e Bicing.

O autor do artigo na Newsweek fala sobre o funcionamento destes sistemas, em que muitos (e bem sucedidos, como o Vélib) acoplam o serviço de bikesharing com o de exploração de espaço publicitário nas cidades. O autor sugere ainda a possibilidade de, na verdade, as Câmaras Municipais estarem a perder dinheiro com esta opção. Ele pergunta se não seria mais vantajoso a Câmara Municipal separar as duas vertentes, como acontecerá agora em Hamburgo: a Câmara trata as concessões para a exploração do espaço publicitário (receitas) e para a gestão do sistema de bicicletas públicas (despesas) separadamente.

No caso do Vélib, usando os valores apresentados no texto do artigo da Newsweek, se o sistema custa 2500 € / bicicleta / ano, se contam ter 20 000 bicicletas, e se a JCDecaux espera um volume de vendas de publicidade no valor de 60 milhões € / ano, a Câmara de Paris estará a abdicar de mais de 10 milhões € de receitas por cada ano de contrato com a JCDecaux.

Claro que o trade-off é a Câmara não ter que ser especialista do mercado publicitário nem do negócio de aluguer das bicicletas, mas mesmo assim, é um caso que merece alguma análise, e cautelosa… Mais relevante ainda se torna quando sabemos que a Câmara Municipal de Lisboa pretende implementar na cidade um sistema de bicicletas públicas, num contexto de défice financeiro agravado…

Nota: A juntar-se à Clear Channel e à JCDecaux, surge agora a Cemusa também neste negócio (Bicincittá). Estas duas últimas empresas estão presentes em Portugal.

Usar a Mobiky com o Metro

Sempre que haja escadas rolantes e/ou elevadores, a Mobiky é o acessório de mobilidade perfeito para os transportes públicos, nomeadamente o comboio e o Metro, é só levá-la a rolar ao nosso lado, como se fosse um trolley de compras, por exemplo. ;-) Exemplo breve de uma viagem no Metro de Lisboa:

Quando só haja escadas “normais”, tem que se pegar na bicicleta pela pega própria para a transportar pelos degraus, como com todas as bicicletas, dobráveis ou não.

80 000 bicicletas de uso público em Londres?

O presidente da Câmara, Ken Livingstone, quer ter um aumento no uso da bicicleta de 80 % em 2010, sendo que nos últimos 7 anos houve um aumento de 83 %. Uma das formas de conseguir este aumento serão as bicicletas de uso público do género Vélib, Bicing, etc, e para isso seriam necessárias 80 000 bicicletas neste sistema em Londres. A mais-valia deste projecto é que combate uma das principais causas para as pessoas não optarem pela bicicleta ou desistirem a dada altura: o grande número de furtos.

[Fonte]

Em Portugal houve rumores de que um sistema destes estivesse a ser estudado para Lisboa, mas não tem havido novidades…

1as Jornadas de la Bicicleta Pública

bici_animada.gif

Espanha tem tido uma grande expansão nos serviços de bicicletas de uso público como o Bicing, estão já presentes em cerca de 30 cidades, com 6300 bicicletas.

As “Jornadas de la Bicicleta Pública” servem para satisfazer a procura de informação por parte de todos os municípos que estão interessados ou que já dispõem de um sistema de bicicletas públicas, proporcionando-lhes, pela primeira vez, um ponto de encontro e troca de experiências. Como ferramenta de mobilidade sustentável, a implementação de um sistema de bicicletas públicas deve ser acompanhada de uma série de medidas complementares de promoção do uso da bicicleta. É nestes princípios que se baseia o Guia para a implementação de sistemas de bicicletas públicas, a apresentar nestas Jornadas.

Gostava de ir. :-P

Desafio Intermodal em S. Paulo

Os desafios intermodais são aferições dos tempos necessários (ou possíveis) à deslocação dentro das cidades, em horas de ponta, utilizando diferentes meios de transportes e combinações destes. Começou-se por ver “eventos” destes nos EUA ou na Inglaterra, mas já chegaram também ao Brasil.

A vídeo-jornalista e activista brasileira da bicicleta Renata Falzoni fez um especial no seu programa sobre o Desafio Intermodal Paulistano, em que foram aferidas 12 opções de mobilidade/transporte:

[Fonte: TA]

Vejam os tempos de várias opções de mobilidade na hora de ponta, no caso do Desafio Intermodal Carioca (Rio de Janeiro) de 2007, noutro post do TA. A conclusão foi que, em termos de rapidez, ir de carro, mota, táxi ou metro+bicicleta é a mesma coisa (~42 min). Muito similar é a bicicleta (homem) e o metro+skate (~47 min). Com cerca de 56 min aparecem o autocarro, o metro+patins, metro+autocarro, e a bicicleta (mulher). A seguir é a opção a pé+metro e a bicicleta por ciclovias, com ~68 min. Claro que a pior opção é ir a pé (79 min).

Mesmo a mulher de bicicleta, que levou 58 min, levou apenas mais 16 min que o carro ou a mota, pouco significativo em termos de tempo, mas infinitamente mais barato, melhor para a saúde (exercício), mais rentável (incorpora o exercício físico na sua rotina diária, poupando tempo e dinheiro no ginásio), menos stressante e cansativo, e muito mais agradável. Além disso, silencioso, não poluente e não-congestionador!

Quando será que conseguiremos ter cá uma coisa destas, com esta dimensão e exposição mediática? ;-)