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Os CTT, em preparação da liberalização do mercado, reposicionaram-se no mesmo com uma estratégia de diferenciação baseada na responsabilidade ambiental, e daí surgiu a campanha “CTT consigo“.
Uma das novas medidas internas da empresa seria introduzir bicicletas com assistência eléctrica nos giros dos carteiros. Em termos de produtos, o Correio Verde passaria a ser realmente mais “verde”, o que é algo que, como consumidora, muito me apraz ser-me dada essa alternativa.
Os CTT dizem ter já 300 bicicletas, com assistência eléctrica, em circulação, cada uma das quais percorrerá 12 a 16 Km por dia e assistirá cada carteiro que as use na entrega de 700 a 1000 objectos postais/dia.
Vantagens? Substituindo motociclos ou ciclomotores, permitirão reduzir em 90 % a emissão de CO2, e poupar cerca de 1300 € por ano. Substituindo trolleys e sola de sapatos nos giros apeados, permite ganhar 1 hora de trabalho por dia, em média, graças ao aumento da velocidade de entrega e à diminuição do esforço do carteiro.
Neste momento, os CTT têm identificados 700 a 800 percursos de carteiros com potencial de utilização de bicicletas, o equivalente a 10% de todos os percursos de distribuição diários dos correios.
Fotos: Aposta 88, páginas 22 e 23.
Podem ver o vídeo de uma reportagem da RTP aqui:
Claro que esta estratégia de marketing não fica completa enquanto, por exemplo, as estações de CTT não forem equipadas com estacionamento para bicicletas à porta, para também os clientes as usarem mais, e as principais estações e centrais de distribuição oferecerem condições a nível de balneários, cacifos e parqueamento para os outros funcionários mais facilmente poderem adoptar a bicicleta para se deslocarem para o trabalho. Mas, vá lá, uma pedalada de cada vez, always [try to] look on the bright side of life.
Quem é que não teve já um problema na bicicleta que o deixou apeado e a ligar a alguém para o vir buscar, mais à bicicleta, porque não se ajeitou a resolver o problema ou não tinha por perto ninguém que o pudesse fazer? A mim já me aconteceu uma vez, e não foi agradável, pois tive o azar de me acontecer isso numa zona um bocado manhosa… Aquele era um problema irresolúvel no local, foi uma falha de equipamento, mas se tivesse sido um furo ou coisa que o valha, teria sido a mesma estória, pois eu não saberia tratar daquilo sozinha.
Como eu, sei que há muita gente, que usa a bicicleta como usa o carro: se surgir um problema chama-se um profissional ou o reboque, nem se abre o capot porque não vale a pena.
Mas é mais difícil solicitar um serviço de assistência móvel para bicicletas do que para carros, e o reboque é sempre um amigo ou um familiar, e quando der. Por isso a auto-suficiência do ciclista para resolver os contratempos básicos é tão importante, para que ele não limite as deslocações que escolhe fazer de bicicleta versus outros modos por medo de ficar apeado. Daí o enorme valor de projectos comunitários como a Cicloficina.
Contudo, haverá sempre pessoas que ainda não foram à Cicloficina
, ou que estão mal habituadas com um mecânico particular, como eu!
, ou que simplesmente não estão interessadas em trocar câmaras de ar ou afinar mudanças, e que querem andar de bicicleta e ter algum serviço de assistência em viagem ao qual possam recorrer. A pensar nisso, lembrámo-nos, inevitavelmente, deste sketch dos Monty Python, que nos inspirou:
E assim nasceu o serviço de assistência técnica móvel para velocípedes, Bicycle Repair Man.
Está na rua com a bicicleta fora de serviço e precisa de ter o problema resolvido para ir à sua vida? Tem várias bicicletas em casa a precisar de uma revisão ou de ter um problema resolvido e não dá muito jeito acartá-las todas para uma oficina? Quer ter a bicicleta pronta para dar umas voltas quando der mas anda demasiado ocupado para conseguir levá-la e buscá-la à oficina no horário normal de expediente? A solução é o Bicycle Repair Man!
E a novidade do BRM não é só ser um serviço de assistência técnica móvel para bicicletas, é ser efectivamente prestado com recurso a uma, especialmente preparada para a função (um bocado o equivalente a uma Camisola Amarela só de entregas inter-ciclistas, eheheh). Assim, diminuimos a nossa pegada ecológica e ajudamo-lo a diminuir a sua! Claro que haverá quem ache que isso é só um pretexto para poder andar mais de bicicleta, mas nem vamos comentar tal coisa. ;-P O que interessa é que o Bicycle Repair Man é um novo serviço disponível em Lisboa a partir da próxima 2ª-feira, amigo do ambiente, dos ciclistas e da cidade.
Não percam este vídeo da participação do inventor do kit Freeradical (Xtracycle), Ross Evans, no TEDx.
Procurar algo para fazer com as 3 vertentes:
passion
purpose
contribution
E nisto encontrar aquilo em que temos ‘flow‘, onde não sentimos o tempo a passar.
Aqui está, finalmente as imagens de vídeo oficiais da 1ª edição do Bicycle Film Festival de Lisboa, em 2009, a servir de teaser para o deste ano, a realizar em Outubro!
BICYCLE FILM FESTIVAL – LISBOA 2010 (teaser) from POST COOP on Vimeo.
Aaaah, o prazo para entregar curtas para o Festival termina este Domingo, dia 15 de Agosto!! Corram!
De bicicleta em Lisboa:
Movimento Urbano ( Urban Movement ) from João Pereira on Vimeo.
A bicicleta como meio de transporte na cidade de Lisboa.
Testemunho de Tiago Gonçalves.
Feito para um projecto escolar.
Music: Weekend Wars by MGMT
Em Nova Iorque já vai na 10ª edição, Lisboa terá este ano a 2ª, em Outubro. Não se esqueçam, têm até 15 de Agosto para criar e inscrever as vossas curtas no festival!
Para o tornar cada vez mais um “Festival de Cinema de Bicicleta” e não apenas um “Bicycle Film Festival“.
Let’s look at the trailer:
Querem coisa mai linda que levar a noiva numa Xtracycle?
Só mesmo ter todos os convidados a irem também de bicicleta!
Noiva, noivo, e 50 amigos vão de bicicleta para o Copo d’Água. de Mike McKisson no Vimeo.
Um casal recém-casado decide ir de bicicleta para o Copo d’Água do seu casamento e convida os seus amigos a juntarem-se-lhes.
Mais de 50 pessoas pedalaram com eles pela Baixa de Tucson.
Há pessoas que justificam a necessidade ou a “bondade” das ciclovias por pensarem que estas permitem que pessoas sem formação em condução e segurança rodoviária (tanto adultos como crianças e jovens) possam assim deslocar-se de bicicleta em segurança. Contudo, este raciocínio é errado. John Forester simplificou e unificou o ciclismo veicular em 5 princípios básicos de como o trânsito funciona e de como o ciclista age em cada situação. Os 5 princípios são:
- Conduz do lado direito da faixa de rodagem, não do lado esquerdo e nunca no passeio.
- Cede passagem ao tráfego de atravessamento em ruas superiores.
- Cede passagem ao tráfego que te ultrapassa antes de mudar de via de trânsito.
- Posiciona-te de acordo com o teu destino ao aproximares-te de uma intersecção.
- Posiciona-te de acordo com a tua velocidade relativamente ao restante tráfego entre intersecções.
Como ele diz, se um ciclista obedecer a estes 5 princípios, poderá circular de bicicleta em muitos sítios com uma reduzida probabilidade de causar conflitos de trânsito. Não fará tudo da melhor forma possível, e ainda não saberá como se safar de sarilhos que outros condutores possam causar, mas sair-se-á melhor que a média dos ciclistas.
Ora, que princípio destes 5 é possível não conhecer e respeitar e ainda assim conduzir em segurança, se circularmos por ciclovias?…
As ciclovias exigem MAIS conhecimento e competência para serem seguras, tanto de ciclistas como de quem se cruza com eles, especialmente num país com o nosso quadro legal.
O facto de nos Países Baixos (nomeadamente na Holanda), cujo nível de qualidade das ciclovias é infinitamente superior ao nosso, que tem regras de trânsito mais vantajosas para os ciclistas, e que tem uma imensamente maior cultura de utilização da bicicleta, ter programas de formação de condução e segurança rodoviária em bicicleta implementados nas escolas (de modo a chegar a toda a população), quer dizer alguma coisa.
Se lá isto é importante, que dizer de cá?
Não vou comentar, pelo menos desta vez, a metodologia de formação aplicada, que transparece neste vídeo. Pretendo apenas chamar a atenção para o facto de haver formação universal gratuita e garantida pelo Estado.
Cá pretende-se começar pelo telhado (ciclovias, ainda por cima más, muitas vezes), deixando as paredes (legislação e formação) para “um dia”.
Precisamos de mais pessoas formadas nestas questões e de mais indivíduos e empresas a trabalhar nesta área (a Cenas a Pedal não daria vazão a todo o país
), precisamos de discutir longamente e desenvolver abertamente com os vários stakeholders um Padrão Nacional de Formação para procurar garantir o máximo de qualidade, e precisamos que o Estado apoie este tipo de programas para adultos e, principalmente, que os implemente nas escolas, porque “de pequenino é que se torce o pepino” (e porque fazer isto nas escolas é mais eficiente do ponto de vista dos custos e porque garante que toda a população tem acesso a isto e não simplesmente só os que podem pagar e/ou os que estão interessados à partida – tal como a Matemática, a Ed. Física, etc).
O Estado português precisa de “put its money where its mouth is“, como dizem os americanos, e passar da conversa mole sobre sustentabilidade e bicicletas e peões e transportes públicos e green e nova mobilidade e obesidade infantil e blá blá blá,… à acção (com resultados!).
Tenho dito.
A Spezi deste ano, que teve lugar no fim-de-semana do 25 de Abril, em vídeo cortesia do Peter Eland, da Velo Vision:
Snif, já foi há 2 anos que lá fomos… Queremos voltar!




















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