E agora tem um sítio na web e um endereço de e-mail de contacto, para sedimentar a identidade do projecto e facilitar a divulgação e a comunicação.
Nesta fase, está prevista uma sessão mensal fixa, a ter lugar na Crew Hassan, em Lisboa, sempre no 3º Domingo de cada mês (uma boa preparação para a Massa Crítica!), entre as 14h30 e as 16h30. A próxima é já este domingo próximo, dia 16 de Novembro. Apareçam!
No próximo domingo, dia 1 de Junho, entre as 10h e as 13h, a Marginal estará encerrada ao trânsito automóvel entre Algés e Oeiras, e as pessoas poderão disfrutar desta via à beira-mar e beira-rio.
Excelente para passear com a família num domingo de manhã, andar de bicicleta, patins, skate, triciclo, cadeira-de-rodas, levar os bebés a passear no carrinho, caminhar ou correr. Ou simplesmente sentarmo-nos à beira da estrada e ouvir o som das ondas ou sentir o cheiro do mar, algo que nos passa despercebido nos outros 363 dias do ano (este evento acontece 2 vezes por ano em Oeiras).
Como será que correu a do ano passado? Quem esteve lá a expôr? Qual a adesão dos vendedores particulares? Qual a afluência de público? Como correu o negócio aos vendedores? Não consegui descobrir muito online, apenas algumas fotos da organização.
Bom, este ano ano há nova edição da Cristal Bike, a decorrer no último fim-de-semana de Maio, dias 23, 24 e 25, no Parque Municipal de Exposições na Marinha Grande. É uma feira de escoamento de stocks, onde participarão lojas e importadores, tendo também em paralelo uma feira de produtos usados, quer de empresas quer de particulares. Paralelamente, os visitantes poderão ainda participar nas seguintes actividades previstas:
* Maratona BTT
* Passeio Pais e Filhos
* Demo de Dirt
* Workshop GPS
* Aulas de Indoor Cycling
Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes
Manuel da Silva, 62 anos, puxa a bicicleta ferrugenta pelas ruas de Santarém soprando na gaita-de-beiços para chamar os clientes. Dizem que quando os amola-tesouras tocam é sinal de que a chuva está para vir. A manhã está fria e o sol espreita por entre os prédios do centro histórico. Não há sinais de chuva nem de clientes. Já lá vai o tempo em que amolar facas, navalhas da barba, tesouras era um negócio que dava para viver. Agora vai dando para o tabaco e pouco mais.
Aprendeu a profissão com o pai há cinquenta anos, mas nem sempre se dedicou à arte. Quando era mais novo trabalhava numa saibreira em Amiais de Cima agarrado à picareta várias horas por dia. Nas horas livres fazia uns biscates como amola-tesouras para arranjar mais dinheiro para as despesas da casa. Manuel da Silva mora no Jardim de Cima, arredores de Santarém, e vai percorrendo algumas terras da região à procura de costureiras que ainda são aquelas que lhe vão dando algum trabalho numa época em que se refere comprar uma faca ou uma tesoura nova que amolar a velha.
Mais uma sopradela na gaita, mais uns passos lentos. Um corno pendurado no guiador vai balançando suavemente. É para afastar a inveja, mas também há uns anos tinha uma missão. Era cheio com água onde se arrefeciam as navalhas da barba quando estavam a passar na roda de amolar. A bicicleta já tem quarenta anos e foi comprada já equipada com a roda de amolar junto ao guiador movida pela força das pedaladas através de uma corrente cheia de óleo. Manuel da Silva é dos últimos resistentes de uma profissão que está em vias de extinção. Os filhos não quiseram aprender um ofício em que tem que se andar muitos e muitos quilómetros até se ganhar às vezes apenas cinco euros.
Últimos comentários