O problema com os carros e as bicicletas é, principalmente, que os motoristas não tomam precauções para aquilo de que não estão à espera. Como ainda há muito poucos ciclistas a circular na cidade, os motoristas não pensam neles, logo, não “os procuram” na sua condução, como fazem (ou pelo menos seria esperado que fizessem) com os peões e, claro, com outros carros.
O conceito de “safety by numbers” também deve integrar o factor “awareness” atingido por números crescentes de determinados elementos nas estradas e ruas. Se começa a ser comum ver ciclistas na rua, os motoristas passam a agir de acordo com essa possibilidade.
Estão a ver cenas destas a passar na nossa TV, não estão? Ok, vá lá, talvez na RTP2, daqui a uns anitos…?
A promoção do uso da bicicleta não tem que ser sempre e só como contraponto ao ataque aos maus hábitos, mas válida em si mesma, divulgando e incentivando hábitos melhores: mais agradáveis, saudáveis, divertidos, económicos e práticos.
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