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Velovision em Portugal!

Há quase 2 anos fizemos uma pequena review das publicações periódicas relacionadas com bicicletas do ponto de vista mais utilitário, lembram-se?

Na altura escrevemos sobre a Velovision:

Outra revista britânica (trimestral), surgiu em 2001 e celebra a cultura da bicicleta pelo mundo. É uma revista para os apaixonados pelas bicicletas e outros veículos a pedal, e para os interessados nas suas aplicações práticas, e de lazer. Para nós na CaP, é uma referência incontornável e consulta obrigatória desde que a descobrimos, e custa-nos esperar sempre 3 meses pela próxima. :-P Desde o primeiro número que se encontram artigos interessantes e invenções curiosas, tem valido bem o investimento! :-) Além da versão em papel, também está disponível aos assinantes em formato digital, para consulta online (com acesso gratuito a uma das edições).

Bom, chegou a hora de passarmos de apenas fãs a parceiros, tornando-nos revendedores da mesma por terras lusas. :-D Acabámos de receber a edição n.º 36, de Dezembro de 2009, e temos assim algumas cópias disponíveis para encomenda! Cada cópia tem um P.V.P. de 8.35 €, com oferta dos portes de envio para Portugal continental. Podem aceder aqui a uma amostra, a edição n.º 32. Se quiserem assinar a revista, 4 edições anuais ficam por 28.50 €.

Contents:

Workbikes special! Richard Peace puts three two-wheel load-carriers through real-world tests. Under the spotlight are the Bullitt Clockwork, the Madsen kg271 and the Yuba Mundo, the last with an Ezee electric assist system.

Dropping in on dealers: another three reports from specialist dealers across the country: London Recumbents, Futurecycles, Bikes and Trailers. What you’ll find if you visit yourself…

Review: Villiers custom frame. It’s here at last – a lovely test bed bike frame built by Paul Villiers to our own Velo Vision design. We look back on the custom ordering process, and the end result.

Review: Catrike Dash. This medium-sized recumbent trike for teens or for the shorter rider is put through its paces by riders who appreciate its proportions…

Review: FreeParable T1 Trailer. An impressive new bike trailer from Taiwan which transforms into a smart, baggage-handler-proof suitcase.

Short reviews: Books, chains, trousers, bells, puncture fluid…

Reader bikes: Streetmachine recumbent, doing up a DIY trike…

Report: London show. A brief reports on new products at Cycle 2009.

Feature: Touring with dogs How lack of pet-sitters led a couple to tour with two dogs on board – and how they cope.

Regular features: News, Letters, and the best specialist advertising!

Fellow portuguese velovisionaries, entrem em contacto: vendas @ cenasapedal . com. E já sabem, para arranjar alguma destas velovisões que verão nestas páginas, contactem-nos, faremos o nosso melhor por vos fornecer aquilo que procuram. ;-)

Ciclista: espécie em risco de extinção?

NÃO PERCAM o artigo “Endangered species” escrito por Sam Fleming, publicado na edição de Abril (n.º 46) da revista online CityCycling.

Alguns trechos:

There is something called the just world hypothesis, which is a theory behind the phenomenon of victim blaming. Individuals who have a strong belief in a just world can have this belief challenged when they encounter a victim of random misfortune. The individual wants to believe that the world is a safe, just place where people get what they deserve and deserve what they get. This means that people will try either to eliminate the suffering of the victim or, when that’s not possible, blame him for his fate — in other words, say that he deserved it. That is why women were once told not to wear revealing clothing, on the basis that it would provoke men to assault them. This was insulting not only because it denied the rights of the women, but because it treated men as lacking self-control.

When people call cyclists crazy for not using a lid or avoiding cycle paths they are saying: here are things you can do to avoid being injured by irresponsible behaviour of drivers, but if you don’t do them, it’s partly your own fault if one of them hits you and you sustain injury. It’s insulting to the cyclists and it’s insulting to drivers in assuming them incapable of taking due care.

Empathy plays a large part in reducing the tendency to blame the victim, as does perception of status: if we can easily imagine ourselves in the same situation, or admire/envy the life of the victim, then we are less likely to apportion responsibility to him.

And what does this tell us? It tells us that the more cyclists who use paths and wear helmets, the less sympathy those of us who don’t can expect to find from those we might assume would identify with us; and we can expect very little at all from people who don’t cycle. Research from the Transport Research Laboratory has already suggested that drivers see cyclists as being outside their peer group, as being “not them”. Drivers who do not also cycle are prime candidates for victim blaming mentality. Lewis Hamilton might gain their sympathy if he were knocked off by an unwary driver, or the Stig, but the average cycle commuter doesn’t have quite the same kudos for the man in the street.

Ciclo-diversidade

Devemos estimular e proteger a ciclo-diversidade como o fazemos (ou deveríamos fazer) com a bio-diversidade.

Em Portugal temos poucas velo-culturas, duas dominantes: BTT e “cicloturismo” (estrada). Mas as coisas estão a mudar e isso vê-se nas ruas. :-)

Em França alguém procurou documentar esta ciclo- e bio-diversidade em fotografia, e o resultado foi este.

Vejam o vídeo!

Algo um pouco mais elaborado que o Binas aqui por terras lusas, mas na mesma onda. ;-)

Eles andem aí

O António Correia iniciou um projecto que fazia falta:

Binas:

Um registo dos que utilizam a bicicleta como meio de transporte na cidade, e os rostos de quem tem vontade em ver melhores condições para circular no dia-a-dia pelas suas próprias pernas.

Quando estivermos todos lá, convidamos os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa a conhecer os ciclistas, que, como o Victor Gonçalves, não conseguem ver nas ruas da cidade

Vá, toca a mandar as nossas cycling mugshots para o António! :-D

Bikes & Babes

Em 2005, uma mulher cujo marido é obcecado por bicicletas resolveu produzir um calendário sensualCyclepassion – para lhe mostrar que há mais na vida que bicicletas. A opção foi preparar um calendário com bicicletas topo-de-gama (em performance, a estética é mais difícil de julgar) misturadas com mulheres topo-de-gama (em estética, a performance não dá para perceber pelas fotos :-P ). Como gaja myself não percebo muito bem qual era a ideia da senhora, se se queixava de estar sempre rodeada de bicicletas, peças de bicicletas, revistas de bicicletas, etc, não vejo como adicionar a isso superbabes vá devolver-lhe o marido, mas ok.

Já vai na 3ª edição, este calendário. Só tenho pena de não haver em versão para ciclistas mulheres. :-P Também temos direito, não?

De bicicleta em Portugal, pela A to B

Artigo sobre andar de bicicleta em Portugal, pela revista A to B Coincidência gira, falei há pouco de várias revistas anglo-saxónicas especializadas em bicicletas como meio de transporte e objectos utilitários, onde referi a A to B, e entretanto a última edição desta revista saiu e pude ler um artigo do Gary White (casado com uma portuguesa e visitante regular do nosso país) com o título:

EUROPE SPECIAL: Cycling in PortugalDon’t assume the grass is always greener

É sempre curioso ver o nosso país visto por pessoas de outra cultura. :-) E o que é certo é que ele acertou na mouche. E o que vale para Idanha-a-Nova vale para inúmeros outros locais em Portugal…

Já com a permissão do autor e da revista, disponibilizamos aqui o artigo, em pdf, para quem quiser consultar. ;-)

Publicações especializadas em cenas a pedal

Em Portugal não há revistas, e-zines ou outras publicações especializadas naquilo que a Cenas a Pedal is all about: bicicletas e outras “cenas a pedal” utilitárias, a cultura da bicicleta como um meio de transporte, um objecto de lazer, um estilo de vida.

Portugal tem duas revistas sobre bicicletas: a BIKE Magazine (mensal), focada essencialmente no BTT, e a ONBIKE (bimestral), mais virada para o Freeride. Chegou a haver algumas edições de uma revista online, a Revista Pedal, mas agora optaram exclusivamente pelo formato “site”, pelo que não se pode considerar uma “revista”. ;-) O focus é também o desporto.

Mas lá fora já há publicações que acompanham e reflectem a tendência mundial da cultura da bicicleta como um objecto prático, além vertente desportiva, algumas há alguns anos, outras nascidas muito recentemente. Aqui ficam alguns exemplos do mundo anglo-saxónico:

A to B

Surgiu em 1993 com o nome “Folder“, tendo adoptado este em 1997. É uma revista britânica (bimensal), especializada em bicicletas eléctricas, bicicletas dobráveis, comboios e transportes alternativos. Leva a cabo reviews de equipamento muito detalhadas, e é esse o seu ponto forte. Também acho interessante, mas é muito mais técnica que a Velovision (ver mais abaixo), e custa-me muito mais a ler. É uma revista “a sério”, publicada em papel, mas também está disponível aos assinantes em versão digital acessível online (tem edição de acesso gratuito, para experimentar).

Velovision

Outra revista britânica (trimestral), surgiu em 2001 e celebra a cultura da bicicleta pelo mundo. É uma revista para os apaixonados pelas bicicletas e outros veículos a pedal, e para os interessados nas suas aplicações práticas, e de lazer. Para nós na CaP, é uma referência incontornável e consulta obrigatória desde que a descobrimos, e custa-nos esperar sempre 3 meses pela próxima. :-P Desde o primeiro número que se encontram artigos interessantes e invenções curiosas, tem valido bem o investimento! :-) Além da versão em papel, também está disponível aos assinantes em formato digital, para consulta online (com acesso gratuito a uma das edições).

Momentum
The magazine for self-propelled people.

Esta revista (bimensal) é feita no Canadá e foi fundada em 2002. Em termos de grafismo, de organização, alcance e temas abordados, é a mais parecida com a Velovision. Apresenta-se como uma revista «que reflecte a vida das pessoas que usam a bicicleta, oferecendo aos ciclistas urbanos a inspiração, a informação e os recursos para os ajudar a desfrutar totalmente da sua experiência de uso da bicicleta e pondo-os em contacto com as suas comunidades locais e globais de ciclistas». A revista é distribuída e vendida em formato papel, mas uma versão em formato digital acessível online é disponibilizada gratuitamente. É uma publicação muito boa.

CityCycling
No matter what you ride, as long as you do…

Esta é uma revista (mensal), fundada em 2005, na Escócia. Fala essencialmente da utilização da bicicleta em meio urbano. É disponibilizada em versão digital apenas, e acessível gratuitamente online. A minha Mobiky à espera numa estação de Metro já foi capa de uma das edições, e numa outra foi publicado um artigo que escrevi sobre a minha experiência no “mundo das bicicletas” e o projecto da CaP, nomeadamente o produto que o despoletou, a Mobiky, a convite simpático do editor, Anthony. :-)

Urban Velo
Bicycle culture on the skids.

Uma nova publicação (bimensal), lançada em 2007, vinda dos EUA. Define-se como um «reflexo da cultura ciclística nas cidades de hoje». Tem artigos mais políticos e de advocacy, dicas técnicas e práticas, e foca muito as diferentes sub-culturas da cycling scene. Os mensageiros, os aficcionados das fixed gear, etc. Tenho gostado de ler, e até já contribuí para a secção “I love riding in the city“! :-) A versão em papel é paga, mas uma versão digital (em html ou pdf) é disponibilizada gratuitamente no site.

The Practical Pedal
The journal of practical bicycling.

Outra publicação recente (trimestral), lançada em 2007, nos EUA. É um jornal «para pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, informando e inspirando a fazer a diferença». É distribuído em versão papel e em versão digital, em pdf, gratuitamente.

UPDATE: Também há a Cranked, de que me esqueci porque nunca li nenhuma (no site há um ou dois artigos disponíveis em pdf para download livre).
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Desconheço se há alguma revista do género e âmbito destas que acabei de listar no Brasil, por exemplo, mas penso que não. O mesmo digo de Espanha. Talvez daqui a uns anitos haja massa crítica suficiente no mundo lusófono para se poder fazer uma. Entre portugueses e brasileiros, pelo menos, há de dar para alguma joint venture literária “sobre rodas”! ;-)

Wheels & Heels

Na onda do Pret-a-Rouler (espreitar algumas fotos aqui), já aqui falado, surgiu uma nova iniciativa com mais ou menos os mesmos objectivos, o Wheels & Heels.

wheels-heels.jpg

O evento fez parte da Semana da Moda de Londres, e foi organizado por duas Câmaras Municipais Juntas de Freguesia. Uma rua foi transformada em passerelle, e as boutiques em redor ficaram abertas até mais tarde, integrando o evento.

A festa aconteceu na noite de dia de S. Valentim. :-)

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Foto: Rob Lampard (fonte)

O objectivo foi o de servir de montra a alguns dos designers locais e mostrar – especialmente às mulheres – que a opção pelo uso da bicicleta no dia-a-dia não tem que significar um sacrifício do guarda-roupa e uma dieta à base de licra. Pesquisas indicam que as mulheres de todas as idades usam menos a bicicleta do que os homens, sendo a diferença mais acentuada na faixa dos 17-20 anos, sendo por isso importante mostrar alternativas de vestuário que se coadunem com os gostos e prioridades das mulheres e que as atraiam para a bicicleta.

roxyerickson.jpg
Foto: Roxy Erickson (mais aqui)

Pessoalmente, gostei mais das propostas do Pret-a-Rouler do que deste (a avaliar pelas fotos a que tive acesso), mas todas as inicitivas são bem-vindas! ;-)

DixiGINGAS: Brutal!

Através de um link para a epopeia da São, descobri estas fotos das dixigingas, um verdadeiro achado! :-D

dixigingas.jpg

Foram tiradas pelo João Paulo, que diz:

Para além do dixieland pelas ruas, com a participação das escolas do concelho, este festival conta ainda, nesta parada, com a participação de inúmeras colectividades do concelho que contribuem para fazer de Cantanhede uma festa cultural – estas bicicletas, baptizadas como dixigingas, são um exemplo, tal como as tasquinhas (que em conjunto fazem o festival Tapas e Papas), a decorrer ao mesmo tempo.

Com uma rápida pesquisa online encontrei este slideshow no YouTube:

Estas bicicletas (e outros veículos de algum modo “diferentes”) desfilaram durante a Street Parade que encerrou o “IV Festival Internacional DixieLand“, em Cantanhede, em Junho deste ano. Dixieland é um estilo de música. ;-)

Isto é tão excelente que nem tenho mais palavras. :-) Se houver disto pró ano eu quero iiiiiiiiir! :-P

Brutal!

O Jorge comentou o post do programa sobre o projecto Murtosa Ciclável, e fui dar às fotos dele. :-)

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Pátios de escolas repletos de bicicletas por todo o lado, até há telheiros próprios para as guardar! Parece a Holanda ou outro país do género, mas não, é Portugal! :-D Não é lindo? ;-)

Obrigada Jorge, pela dica! :-) Precisamos documentar e divulgar ao máximo estas realidades, para incentivar outros! :-)