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Indústria das bicicletas debate-se com aumento de preços para 2011

Já tínhamos sido alertados por alguns dos nossos fornecedores que os seus produtos iriam sofrer aumento de preços brevemente, enquanto outros já tinham mesmo revisto as suas tabelas. Segundo a revista Bike Europe, é uma vaga que afecta toda a indústria (fabricantes e distribuidores de bicicletas, peças, e acessórios como vestuário ou alforges) e tem origem na crise de mão-de-obra da China, a taxa de câmbio do Euro, custos de transporte que quadruplicaram (há uma escassez de contentores de transporte marítimo), e o aumento das matérias-primas, levando a preços entre 5 a 10 % mais altos para 2011. E pode não parar por aqui, pois a apreciação do yuan (para a qual os EUA e a UE estão a fazer pressão), a moeda chinesa, pode levar a que a taxa de câmbio da mesma suba uns 15 %.

E o que é que isto interessa para o ciclista comum? :-) Bom, que se têm previstas compras de bicicletas, peças, acessórios, etc, que talvez seja uma estratégia acertada antecipá-las ao máximo para tentar escapar ao aumento de preços que se avizinha.

OFB

Espreitem aqui as experiências do Director da “Associação de Revendedores de Bicicletas” britânica, Mark Brown com um OFB (Objecto com Forma de Bicicleta), a proclamada “bicicleta mais barata do Reino Unido“, vendida por 70 £ (cerca de 83 €) numa grande cadeia de hipermercados.

[Via]

Mais do que a provável falta de qualidade deste tipo de produtos, é a má experiência que pode proporcionar aos novos ciclistas, algo que os poderá inibir de usar mais frequentemente a bicicleta.

Festival Bike Portugal 2009

A 6ª edição do único festival e feira de bicicletas em Portugal (à parte a Cristal Bike, talvez, mas essa é uma feira de escoamento de stocks), o Festival Bike Portugal (Festival Internacional da Bicicleta, Equipamentos e Acessórios e Salão de Ciclismo Profissional) vai ter lugar novamente no CNEMA, em Santarém, este ano um pouco mais cedo, de 23 a 25 de Outubro.

VIFBP2009

A apresentação do evento leva a crer que o foco continua a ser principalmente, quase exclusivamente, na bicicleta para desporto, tal como na primeira edição que visitámos, em 2006, apesar de no ano passado já se ver algumas excepções de assinalar e que nos dão esperança que as tendências mundiais cheguem cá, eventualmente. :-)

Franceses pedem bailout para as bicicletas

A indústria francesa das bicicletas está em crise, como o resto do mundo, e decidiram pedir ao Governo apoios semelhantes aos concedidos à indústria automóvel. Pedem ainda uma diminuição do IVA nas bicicletas (cá também já houve quem pedisse, tal como em Itália) e que as dos sistemas de bikesharing tipo Vélib sejam feitas nas fábricas francesas (muitas das Vélib são feitas pela Órbita, em Portugal)

Made in somewhere

Querem saber de onde veio a vossa bicicleta? Procurem aqui.

«Bicicletas: Fabricantes querem mais incentivos»

Publicado no Dinheiro Digital:

Os fabricantes de bicicletas e componentes querem que o Governo reveja o IVA aplicável por se tratar de um meio de transporte «totalmente ecológico» e advertem que estão no mercado bicicletas sem qualidade e segurança.

Paulo Rodrigues, secretário-geral da Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (ABIMOTA), denuncia que estão a entrar no país «produtos de má qualidade, que põem em causa a segurança dos consumidores».

«Não é realista que produtos que custam menos de um par de sapatos tenham qualidade e devia haver legislação mais apertada», refere.

Segundo o secretário-geral da ABIMOTA, já existem normas europeias, sem carácter vinculativo, e os industriais portugueses estão a aplicá-las para poderem exportar para países como a França, onde são obrigatórias.

«Testamos e desenvolvemos produtos orientados para mercados que têm essas exigências, não só nas bicicletas como em capacetes, mas no que respeita ao mercado português continuamos a ser demasiado permissivos e a deixar que produtos de má qualidade entrem», critica.

A ABIMOTA tem condições para o provar, já que possui um laboratório de ensaios a veículos, que é actualmente um dos laboratórios europeus com maior capacidade de certificação, a nível das novas normas europeias.

«É um laboratório reconhecido internacionalmente e cerca de um quarto da sua prestação de serviços é para exportação, nomeadamente para o maior produtor mundial de bicicletas, a Decathlon. Ali se faz a certificação de produtos para países como a Espanha, França, Itália e Polónia, só que a Portugal chegam bicicletas e componentes não certificados, vindos da Ásia».

Para Paulo Rodrigues, não está em causa a origem, desses produtos, que são geralmente maus e fazem concorrência desleal não só em termos de preço, mas também em termos sociais, ambientais e políticos, mas o cumprimento de normas de segurança e qualidade.

Já a indústria nacional tem vindo a atingir padrões que lhe permitem exportar para mercados exigentes, mas nem por isso se sente apoiada pelo Estado. São reclamações aparentemente simples, como a adequação do Código da Estrada ao uso da bicicleta como meio de transporte, ou de estímulo à sua aquisição.

«Fala-se de incentivos para veículos ecológicos e não há nada mais ecológico do que a bicicleta, que não tem qualquer tipo de incentivo, nem a nível fiscal, nem sequer uma redução de IVA. Não se compreende que não haja incentivos para uma solução destas que é prática, é simples e é nacional», observa.

A crise representa, também nas duas rodas, o risco de problemas como o desemprego, mas simultaneamente pode gerar oportunidades que os industriais querem aproveitar, nomeadamente o facto das famílias começarem a olhar para o que gastam nos transportes com outra visão.

«Temos a bicicleta em três áreas: como elemento de lazer, que explodiu nos últimos anos com a bicicleta todo-o-terreno(BTT), a bicicleta de férias e de fim-de-semana que também tem tido um crescimento interessante, ligado à preocupação com a saúde, e essas são áreas que provavelmente vão ter as suas dificuldades, mas temos também a bicicleta para o dia-a-dia que terá um grande potencial de crescimento. Provavelmente haverá um equilíbrio ou uma transferência entre subsectores, sabendo nós que as famílias vão passar a olhar para o seu orçamento em termos de transporte de uma forma mais racional depois desta crise», vaticina Paulo Rodrigues. Segundo a ABIMOTA, o sector das duas rodas tem uma capacidade de produção de cerca de um milhão de unidades por ano para exportação, que se pode traduzir num volume de exportações de 100 milhões de euros.

Festival Bike Portugal 2007

No próximo fim-de-semana, dias 2, 3 e 4 de Novembro, vai ter lugar no CNEMA, em Santarém, o 4º Festival Bike Portugal – 4ª edição do Festival Internacional da Bicicleta, Equipamentos e Acessórios e do Salão de Ciclismo Profissional. É a maior feira desta indústria em Portugal e é uma oportunidade de ver de perto várias marcas e lojas no mesmo local e na mesma data. A organização diz ainda que haverá uma zona de test drives no exterior, da responsabilidade das marcas que estejam interessadas nesse serviço. Talvez se prove uma boa oportunidade de testar algumas máquinas. ;-)

Ao longo dos três dias irão decorrer uma série de demonstrações, campeonatos e de provas e passeios desportivos. No sábado e no domingo haverá sorteio de bicicletas. Este evento é marcadamente focado na bicicleta como instrumento de desporto, não está virado para a mobilidade, no entanto, qualquer bicicleta mais “desportiva” pode ser usada para commuting. ;-)

Estão ainda previstos 5 workshops. Os mais relevantes para o ciclista urbano, utilitário, serão possivelmente o de “Suporte Básico de Vida – Primeiros Socorros no BTT“, às 21h de sexta-feira, e o de “Mecânica de bicicletas“, às 20h de sábado. Este último será novamente dado pelo Ricardo Figueiredo, como no ano passado (esperemos que decorra sem os mesmos sobressaltos).

Horários e preços:

Dia 2 (Sexta-feira): 17h – 23h
Dia 3 (Sábado): 10h – 23h
Dia 4 (Domingo): 10h – 20h

Bilhetes de 1 dia: 4 €
Bilhete 3 dias: 6 €
Crianças até 11 anos (inclusive) não pagam.