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Ano novo, vida nova!

Deixe o carro mais vezes em casa. :-)

Clique na imagem para a aumentar e conheça a anatomia de uma bicicleta de mãe (e pai!):

Bicicleta de mãe, completa

Nota: substituindo a cadeira traseira por outro modelo, permite-lhe transportar uma criança até 10 anos de idade, em vez de apenas 6.

Se considerar o custo de utilização do seu automóvel como sendo de 0.40 € / Km (valor considerado pelo Estado para efeitos de subsídios de viagem aos funcionários), e apontar para fazer uma média de 10 Km em bicicleta, por dia, pode esperar recuperar o investimento nesta “bicicleta de mãe” em cerca de 1 ano, com o que poupa por não usar o carro tão frequentemente. ;-) E dependendo da distância entre sua casa e a creche/escola, o seu emprego ou o interface de transportes públicos, o supermercado e outros destinos normais do quotidiano, até pode facilmente fazer mais quilómetros por dia, pelo que o ganho será ainda maior e mais rápido. Depois, nos 4-5 anos seguintes, pelo menos, esta poupança anual é um ganho efectivo, no final do ano terá estes “1349 €” a mais no seu bolso para viagens, prendas, experiências! :-)

Por isso, agora que desmistificou o investimento inicial necessário, pode concentrar-se apenas nos ganhos mais relevantes: mais saúde graças a uma vida mais activa, e uma experiência de mobilidade mais enriquecedora para os seus filhos, e para si. :-)

Encomende agora a sua Gazelle Bloom equipada com cadeirinha traseira, cadeirinha dianteira + apoio + pára-brisas, alforges duplos e um suporte para transportar o carrinho-de-bebé (Steco Buggy-Mee de Luxe), a levantar em Porto Salvo com tudo montado e pronta a rolar, por 1349 €: vendas @ cenasapedal . com ou 91 347 58 64.

Se pretender fazer um test ride primeiro, sem compromisso, basta combinar! Para simplesmente a ver ao vivo e a cores, passe na Cafetaria Doce Lima, em Porto Salvo. Temos, neste momento e por mais umas semanas, uma destas “bicicletas de mãe” expostas lá:

Bicicleta de mãe Gazelle Bloom

O século da bicicleta

Esta conferência “Le siècle de la bicyclette deve ser interessante. Pena ser tão longe. :-)

A Bela e a Bicicleta

Trailer do documentário “Beauty and the Bike“, acerca de como pôr mais raparigas britânicas adolescentes a andar de bicicleta no dia-a-dia:

[Via]

Acho uma iniciativa fantástica. Só tenho pena que batam tanto na tecla das ciclovias (a velha lenga-lenga do “basta um bocadinho de tinta”), deixando de lado o verdadeiro problema a resolver: o domínio do carro no espaço público.

Além do documentário haverá uma exposição fotográfica e um livro. Vejam também o site Bike Belles.

Girls on bikes!

Em fotos, aqui. :-)

Achei particular piada a esta: “Drop bars, not bombs“. :-D

Elas vão de bike

E voltam. Quatro garotas de VIDA SIMPLES contam como é a experiência cotidiana de se deslocar de bicicleta pelas ruas de São Paulo.

Numa cultura e estilo de vida ainda pouco associados às mulheres (fora da Dinamarca e afins), é importante dar visibilidade à minoria. :-)

[Via]

Eu também quero ser assim

A pedalar aos 86 anos, running errands and having fun. :-)

Bikes & Babes

Em 2005, uma mulher cujo marido é obcecado por bicicletas resolveu produzir um calendário sensualCyclepassion – para lhe mostrar que há mais na vida que bicicletas. A opção foi preparar um calendário com bicicletas topo-de-gama (em performance, a estética é mais difícil de julgar) misturadas com mulheres topo-de-gama (em estética, a performance não dá para perceber pelas fotos :-P ). Como gaja myself não percebo muito bem qual era a ideia da senhora, se se queixava de estar sempre rodeada de bicicletas, peças de bicicletas, revistas de bicicletas, etc, não vejo como adicionar a isso superbabes vá devolver-lhe o marido, mas ok.

Já vai na 3ª edição, este calendário. Só tenho pena de não haver em versão para ciclistas mulheres. :-P Também temos direito, não?

A primeira vez

Nem percebi quando meu pai me soltou. Tinha acabado de erguer a segunda rodinha auxiliar da minha primeira bicicleta, mas ele disse que ficaria ali atrás me escorando. Quando olhei para trás, ele estava alguns metros longe de mim, observando contente meu sucesso sobre duas rodas. O medo inicial não me reteve por muito tempo. Logo me apaixonei por aquele ventinho no rosto e me encorajei a brincar de pedalar na rua de casa, que ainda era de terra e sem saída.

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Em São José dos Campos, minha cidade natal, a bicicleta sempre foi minha independência. Aos 12, desbravava as ruas do bairro em algazarra com a molecada da rua. Aos 16, ia com ela ao colégio. Aos 26, aprendi, com a mesma mountain bike, a me embrenhar em trilhas na mata e a chegar intacta ao trabalho de vestido (e um shortinho por baixo) e mochila nas costas. Aos 28, já freelancer em São Paulo, marcava reuniões com meu editor (um judeu nada ortodoxo de cabelo comprido) no Café Suplicy, e nós dois prendíamos nossas bikes no mesmo poste.

Difícil manter essa independência em São Paulo. Quando entrei na editora Globo, minha farra de ciclista foi interrompida. Faltou coragem para enfrentar o fumacê dos caminhões que vão para a marginal Pinheiros, o perigo na ponte, o julgamento dos colegas que vêm de carro e banho tomado. Era mais fácil gastar mais gasolina e aproveitar o estacionamento gratuito. Mesmo carregando a culpa por uma fração do aquecimento global sobre meus ombros. Até que me ofereci para participar da reportagem sobre o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte. Depois de experimentar o bicicletário (quase vazio) da estação Pinheiros do trem metropolitano, ir de trem até Mauá para conhecer a superlotação do bicicletário de lá e entrevistar ciclistas exemplares que me deram dicas de sobrevivência nas ruas da capital, me senti na obrigação de deixar aquele “receio bobo” de lado e honrar meu título de ciclista urbana.

A dificuldade começou diante do guarda-roupa. Percebi em cima da hora que não tinha nada que servisse ao mesmo tempo para pedalar e para fazer entrevistas. Legging, regatinha colante e tênis eram perfeitos para a academia, mas não me pareceram traje adequado para a redação. O jeito foi carregar um pouco de peso nas costas. A roupa adequada (e a sandália) para o trabalho eu botei na mochila, de um jeito que não amassasse muito, junto com um frasco de loção de limpeza para o rosto, um pedaço de algodão, uma toalha pequena e o desodorante. Vesti uma bermuda informal com strech, uma blusinha de verão e uma sandália esportiva – melhor que o tênis com meia num dia quente. Peguei capacete e luvas, equipei a bike com lanterna dianteira e pisca-pisca traseiro, enchi a caramanhola de água e saí, torcendo para não chover.

Levei quarenta minutos, um pouco mais do que costumo levar de carro. (É que eu tenho o privilégio de morar razoavelmente perto da editora e pegar um dos caminhos mais agradáveis da cidade – sem contar, é claro, a ponte e a parte dos caminhões.) No portão, uma funcionária me pediu para passar pela entrada de pedestres. Por quê, perguntei, se ali há um degrau e já estou na entrada dos carros? Veio outro funcionário desfazer o mal entendido. “Ela achou que você fosse visitante. É que você é a primeira funcionária a vir de bicicleta.” Então onde estaciono?, eu quis saber. O moço me apontou a área em que ficam as motos. Já adivinhando a frustração, fui examinar o local. Bingo! Não havia um só lugar em todo o estacionamento que tivesse ao mesmo tempo um poste estreito o suficiente para minha tranca, teto contra chuva e ausência de pombos – se eles melecam os carros, imagina as bicicletas! Voltei à guarita disposta a ouvir outra sugestão. Quem sabe lá no fundo, perto do restaurante? Encontrei um tubo qualquer preso à parede, talvez fosse uma calha, e foi ali mesmo que escondi minha magrela. Não sem medo de que gatunos a pilhassem, num cantinho tão sem vigilância.

Antes de encarar os colegas, banheiro. Vestiário aqui não temos. Um pouco constrangedor me despir ali onde a qualquer momento poderia entrar alguém, mas era o jeito. Felizmente não suei muito, já que não houve subidas no percurso e a velocidade foi moderada. Então um banho de gato na pia e a troca de roupa foram o bastante para que eu chegasse confortável e agradável ao fim do dia. Na hora de ir embora, chuviscava fininho e o chão estava molhado. Mas dizem que quem vai para casa não toma chuva. Posso dizer que foi meu passeio solitário mais divertido do mês de novembro. Na ponte do Jaguaré, fiquei na parte reservada aos pedestres, e eles me deram passagem espontaneamente. Entre o Parque Villa Lobos e a Praça Pan-americana, cantarolei sozinha, sem precisar do rádio, que sempre me balança no carro. Na Teodoro Sampaio, rua mais comercial de Pinheiros, parei para ver uma promoção na Casas Bahia e, metros à frente, parei de novo para conversar com um vizinho que estava a pé. E me lembrei por que é que o dia em que a gente aprendeu a andar de bicicleta marca tanto. É porque parece que a gente de repente pode ir a qualquer lugar.

Fonte: Revista Época

Outro testemunho aqui.

[Via]

Invenções a pedal

Vi um pequeno documentário sobre isto há tempos na televisão. Aqui fica o trailer. :-)

Esta rapariga inventou uma máquina de lavar roupa a pedal. Não é eléctrica, pelo que poupa dinheiro à família, mas é mais cómoda do que a lavagem manual tradicional. :-)

Há outros conceitos, a Cyclean é apenas um deles.