A revista Time Out Lisboa da semana passada tinha “Ideias Verdes” como tema de capa. Lá dentro encontrei um artigo sobre “fugir do carro”, em que falaram das opções de mobilidade de 3 lisboetas: caminhar, pedalar numa bicicleta ou viajar em pé, num Segway.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, em Bali, o Público teve uma secção designada “Eu contribuo“, onde os leitores eram convidados a dizerem aquilo que fazem pelo Ambiente. Não parece ter havido muitos participantes, mas houve quem divulgasse a sua opção pela bicicleta como meio de transporte principal ou secundário.
Joana Marinho, uma estudante universitária de 25 anos, de Vila do Conde: «Tudo começou quando os meus pais acoplaram às bicicletas cestinhos de verga para nos levarem, a mim e aos meus irmãos, nas deslocações ao supermercado e à praia. A partir dos seis anos, eu e o meu irmão mais velho íamos para a escola de bicicleta. Este hábito perdura até hoje, ao qual se acrescentaram muitas outras medidas.»
Também Vítor Pereira, um recém-licenciado em Medicina, 28 anos, de Matosinhos, usa a bicicleta como opção de transporte: «(…) a ida para o trabalho, sempre que possível uso a bicicleta ou o transporte público.»
O meu nome é Paulo Santos, tenho 34 anos e sou licenciado em Engenharia Civil, no ramo de Vias de Comunicação e Transportes, estando actualmente a frequentar o mestrado na mesma área. Nestes últimos 12 meses tive 3 experiências internacionais, de pesquisa e de trabalho (Holanda, Finlândia e Alemanha) que me permitiram desenvolver diversas capacidades na área das ciclovias em via urbana.
Encontro-me agora a preparar a minha tese de mestrado, tendo esta o tema “100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa”. Pretendo com este projecto ciclar efectivamente durante 100 dias na cidade de Lisboa, com início previsto para 1 de Janeiro próximo. O grande objectivo deste trabalho é o de desmistificar a cidade de Lisboa e as bicicletas como meio de transporte diário. Diversos estudos serão realizados no âmbito deste projecto, nomeadamente o estudo pormenorizado das diversas inclinações da cidade, larguras de passeios, infraestruturas necessárias de apoio à bicicleta e ao ciclista, zonas seguras ou não seguras, criação de um guia ao ciclista na cidade, etc …
Quero acima de tudo ser mais uma voz a juntar à vossa, sensibilizando tanto a opinião pública, como os responsáveis pela gestão da cidade. O objectivo é o de criar o maior impacto possível na sociedade, sensibilizando-a para as enormes vantagens do uso da bicicleta como meio de transporte principal ou alternativo na cidade.
O que é a Xtracycle? É um estilo de vida. É uma bicicleta com um kit instalado que transforma uma bicicleta normal numa SUB ou “Sports Utility Bicycle“, o único SUV ou “Sports Utility Vehicle” amigo do ambiente, das cidades, das pessoas.
Este acessório, o FreeRadical, aumenta o comprimento de uma bicicleta em cerca de 40 cm, e aumenta a capacidade de transporte de carga e passageiros em 4 x, no mínimo, sendo que com os acessórios adequados a capacidade de carga aumenta imenso, podendo transportar-se dois passageiros atrás e carga nos alforges, ou até coisas muitos pesadas e/ou volumosas.
Uma Xtracycle é uma verdadeira alternativa ao automóvel em inúmeras situações.
Há muito que sonhávamos com isto, e agora finalmente também pertencemos à comunidade Xtracycle. Estamos a testar isto em primeira mão e queremos divulgar este conceito cá em Portugal. Quem estiver interessado em adquirir este kit, contacte-nos na Cenas a Pedal.
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