Menos um carro em Seattle, WA

seattle_gm.jpgSeattle instituiu uma iniciativa de apoio à redução da utilização do transporte automóvel privado a que chamou “Desafio Menos um Carro“.

A frase “menos um carro” é usada também como mote por utilizadores de bicicleta como pretexto para pedir respeito pela sua presença na estrada. Afinal esta é tão significativa como a de um condutor ao volante de um carro, com vantagens claras da redução da ocupação da estrada (espaço público a que todos temos direito) e à não poluição do ar nem sonora.

Em Seattle o projecto “Desafio Menos um Carro” é composto por 2 níveis: o primeiro aposta na redução da utilização do carro; o segundo pretende reduzir o número de carros no agregado familiar, de forma a que este tenha mais pessoas com licença de condução do que carros.

No nível 1 os participantes têm que deixar de utilizar um dos carros durante um mês. Isto significa que durante esse mês, o agregado familiar participante tem que ter mais condutores com licença de condução que carros. Participantes individuais terão que abdicar do carro, podendo usá-lo em caso de emergência. O processo de inscrição é simples e pode ser feito online.
Para o controlo da participação de cada condutor é indicada no início do mês o número de km que o odómetro do carro marca. Este processo faz parte de dois questionários que é necessário responder no início e no fim do mês em que se está a participar.

Para quem pretende participar neste desafio são oferecidos alguns incentivos consoante o nível em que se participa. Para quem participa no nível 1 é fornecida informação sobre as alternativas ao transporte individual privado, como percursos de bicicleta, transportes públicos, serviços de partilha do carro (carpooling e car sharing), entre outros.
A utilização do serviço de car sharing está sujeita a reembolso até €33 no máximo de até dois meses.
Para quem opte por usar a bicicleta como veículo de transporte alternativo tem direito a desconto na inscrição no maior clube nacional de utilizadores de bicicleta, que por sua vez fornece descontos de 10% em muitas lojas de bicicletas e algumas na área de Seattle, além de organizar eventos e disponibilizar serviços dirigidos aos utilizadores de bicicleta.

O nível 2 tem um envolvimento mais sério com a causa, consistindo em vender ou doar um dos carros do agregado de forma a que passem a existir mais pessoas com licença de condução que carros nesse agregado familiar. Além disso é necessário que não seja adquirido outro carro de substituição durante um ano. Para este nível é necessário assinar um contracto e que seja entregue a documentação da doação ou venda do carro.

Para este nível além da informação disponibilizada sobre as alternativas à utilização de carro, têm direito a usar até cerca de €400 em serviço de car sharing. Além do desconto para o clube de utilizadores de bicicleta que os participantes do nível 1, os participantes do nível 2 têm direito a uma inscrição gratuita numa associação para o uso da bicicleta do estado de Washington relacionada com a promoção do uso da bicicleta e com os direitos dos ciclistas.

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Poupe dinheiro ~ Menos preocupações ~ Faça parte da solução

No site da câmara de Seattle pode ser encontrada também informação adicional sobre livros que abordam esta questão, informação sobre os operadores de transportes públicos, contactos de organizações que trabalham esta temática, entre outra informação relevante, como por exemplo uma análise ao custo de ter um carro.

Este tipo de iniciativas não podem porém ser aplicadas onde as alternativas não existam, sem que haja um esforço para criá-las. Os fundos têm que ser bem aplicados no melhoramento das redes de transportes públicos e na promoção de serviços de carpooling e car sharing, em vez de serem enterrados num túnel em obras de resolução temporária do transito.

[Via Carectomy]

Ciclovia

Em Bogotá, Colômbia, todos os domingos, entre as 7h e as 14h, são “dias sem carros”. Uma enorme parte da cidade (100 km de ruas) é interdita ao trânsito automóvel e aberta às pessoas (2 milhões) para andarem de bicicleta, a pé, fazerem jogging, passearem e brincarem com os filhos, conviverem com a família e com as outras pessoas. Além da “Ciclovia” há a “Recreovia“, onde 20 palcos com actividades desportivas gratuitas animam a cidade e as pessoas. 🙂 Há quiosques de comida e de reparação de bicicletas. Tudo é mantido pelas equipas Bikewatch (estilo Baywatch, mas para a cidade). 🙂

Mais sobre Bogotá neste post, com um vídeo imperdível.

Como funciona o Airzound com a Mobiky?

Muito bem. 🙂 Exemplo: a minha bicicleta:

Airzound Mobiky

Se repararem, optei por enrolar o fio que vai da garrafa de ar até à buzina pelos cabos dos travões e mudanças. Assim, evito que andem para ali muitos fios soltos, o que se torna pouco prático e potencialmente perigoso.

O Airzound adapta-se bem à Mobiky.

Airzound on Mobiky Airzound on Mobiky

O único senão é para dobrá-la toda, i.e., baixando mesmo o guiador todo para baixo (o que é raro, no meu caso particular). Aí pode a buzina empatar. Geralmente o que faço é baixar só até ao ponto em que ainda dá para acomodar o Airzound ou então remover a buzina, a peça encaixada no guiador, baixar tudo e guardar assim. Quando voltar a abrir a bicicleta volto a prender a buzina. É rápido. Quando se fecha o guiador (ficando os tubos virados para baixo), o Airzound fica quase encostado ao tubo do guiador. A sua posição exacta pode ser regulada para a melhor performance possível ajustando o seu encaixe na peça que se prende no guiador.

Brutal!

O Jorge comentou o post do programa sobre o projecto Murtosa Ciclável, e fui dar às fotos dele. 🙂

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Pátios de escolas repletos de bicicletas por todo o lado, até há telheiros próprios para as guardar! Parece a Holanda ou outro país do género, mas não, é Portugal! 😀 Não é lindo? 😉

Obrigada Jorge, pela dica! 🙂 Precisamos documentar e divulgar ao máximo estas realidades, para incentivar outros! 🙂