Mais blogs sobre duas rodas a pedal

Já repararam nos últimos blogs focados no tema da bicicleta como meio de transporte? O Lisboa Bike, do Bessa e o Lisbon Cycle Chic, do Miguel. E há outros bloggers ciclistas por aí, como o César com o seu Sport Blog, cujos posts sobre esse tema aparecem no Planeta Bicicultura, que tem vindo a crescer. A beleza do Planeta é que mesmo quando uns blogs “adormecem” outros espevitam-se ou surgem do nada, para compensar, mantendo assim um fluxo mais ou menos constante de bicicultura bloguística. 🙂

Carteiros em bicicleta

Os CTT, em preparação da liberalização do mercado, reposicionaram-se no mesmo com uma estratégia de diferenciação baseada na responsabilidade ambiental, e daí surgiu a campanha “CTT consigo“.

Uma das novas medidas internas da empresa seria introduzir bicicletas com assistência eléctrica nos giros dos carteiros. Em termos de produtos, o Correio Verde passaria a ser realmente mais “verde”, o que é algo que, como consumidora, muito me apraz ser-me dada essa alternativa.

Os CTT dizem ter já 300 bicicletas, com assistência eléctrica, em circulação, cada uma das quais percorrerá 12 a 16 Km por dia e assistirá cada carteiro que as use na entrega de 700 a 1000 objectos postais/dia.

Vantagens? Substituindo motociclos ou ciclomotores, permitirão reduzir em 90 % a emissão de CO2, e poupar cerca de 1300 € por ano. Substituindo trolleys e sola de sapatos nos giros apeados, permite ganhar 1 hora de trabalho por dia, em média, graças ao aumento da velocidade de entrega e à diminuição do esforço do carteiro.

Neste momento, os CTT têm identificados 700 a 800 percursos de carteiros com potencial de utilização de bicicletas, o equivalente a 10% de todos os percursos de distribuição diários dos correios.

Fotos: Aposta 88, páginas 22 e 23.

Podem ver o vídeo de uma reportagem da RTP aqui:

Claro que esta estratégia de marketing não fica completa enquanto, por exemplo, as estações de CTT não forem equipadas com estacionamento para bicicletas à porta, para também os clientes as usarem mais, e as principais estações e centrais de distribuição oferecerem condições a nível de balneários, cacifos e parqueamento para os outros funcionários mais facilmente poderem adoptar a bicicleta para se deslocarem para o trabalho. Mas, vá lá, uma pedalada de cada vez, always [try to] look on the bright side of life. 😛

Nova revista “Electric bike”

Já está disponível para livre consulta em formato digital, o primeiro número da revista britânica Electric Bike, da mesma equipa da Velo Vision, da qual já somos agentes em Portugal.

As bicicletas com assistência eléctrica estão na moda, e embora possam ser pouco vantajosas para muitas situações, há aplicações específicas como o transporte de carga e/ou passageiros, e grupos-alvo, como pessoas com mais idade, ou com commutes mais longos e/ou declivosos, ou com condicionantes de mobilidade, em que a assistência eléctrica pode realmente fazer a diferença e tornar viável ou simplesmente mais apelativa a utilização da bicicleta em cenários à partida menos favoráveis. A Electric Bike poderá ajudar a perceber este admirável mundo novo à medida que as marcas e modelos se desmultiplicam e a tecnologia progride.

Bicycle Repair Man em Lisboa!

Quem é que não teve já um problema na bicicleta que o deixou apeado e a ligar a alguém para o vir buscar, mais à bicicleta, porque não se ajeitou a resolver o problema ou não tinha por perto ninguém que o pudesse fazer? A mim já me aconteceu uma vez, e não foi agradável, pois tive o azar de me acontecer isso numa zona um bocado manhosa… Aquele era um problema irresolúvel no local, foi uma falha de equipamento, mas se tivesse sido um furo ou coisa que o valha, teria sido a mesma estória, pois eu não saberia tratar daquilo sozinha. 😛

Como eu, sei que há muita gente, que usa a bicicleta como usa o carro: se surgir um problema chama-se um profissional ou o reboque, nem se abre o capot porque não vale a pena. 😉 Mas é mais difícil solicitar um serviço de assistência móvel para bicicletas do que para carros, e o reboque é sempre um amigo ou um familiar, e quando der. Por isso a auto-suficiência do ciclista para resolver os contratempos básicos é tão importante, para que ele não limite as deslocações que escolhe fazer de bicicleta versus outros modos por medo de ficar apeado. Daí o enorme valor de projectos comunitários como a Cicloficina.

Contudo, haverá sempre pessoas que ainda não foram à Cicloficina ;-), ou que estão mal habituadas com um mecânico particular, como eu! :-), ou que simplesmente não estão interessadas em trocar câmaras de ar ou afinar mudanças, e que querem andar de bicicleta e ter algum serviço de assistência em viagem ao qual possam recorrer. A pensar nisso, lembrámo-nos, inevitavelmente, deste sketch dos Monty Python, que nos inspirou:

E assim nasceu o serviço de assistência técnica móvel para velocípedes, Bicycle Repair Man.

Está na rua com a bicicleta fora de serviço e precisa de ter o problema resolvido para ir à sua vida? Tem várias bicicletas em casa a precisar de uma revisão ou de ter um problema resolvido e não dá muito jeito acartá-las todas para uma oficina? Quer ter a bicicleta pronta para dar umas voltas quando der mas anda demasiado ocupado para conseguir levá-la e buscá-la à oficina no horário normal de expediente? A solução é o Bicycle Repair Man!

E a novidade do BRM não é só ser um serviço de assistência técnica móvel para bicicletas, é ser efectivamente prestado com recurso a uma, especialmente preparada para a função (um bocado o equivalente a uma Camisola Amarela só de entregas inter-ciclistas, eheheh). Assim, diminuimos a nossa pegada ecológica e ajudamo-lo a diminuir a sua! Claro que haverá quem ache que isso é só um pretexto para poder andar mais de bicicleta, mas nem vamos comentar tal coisa. ;-P O que interessa é que o Bicycle Repair Man é um novo serviço disponível em Lisboa a partir da próxima 2ª-feira, amigo do ambiente, dos ciclistas e da cidade.

“Bicicleta de recados”

Agenda Cultural AgostoNa edição de Agosto da Agenda Cultural de Lisboa publicaram uma reportagem com o tema “Bicicleta de recados”, que inclui artigos sobre 4 utilizadores de bicicleta na cidade, incluindo duas figuras conhecidas, o Sandro e o Ricardo. A reportagem é precedida por uma entrevista com o vereador José Sá Fernandes onde ele aborda algumas questões relativas aos seus projectos e às bicicletas, o que dada a falta de comunicação crónica das autarquias (só recentemente a CML criou esta secção no seu site, e a quantidade e qualidade da informação é muito fraca), é sempre uma oportunidade de tentar acompanhar os desenvolvimentos.

P.S.: Hoje há Massa Crítica!