Respirar em Paris

Os parisienses têm acesso a 314 km de ciclovias dentro de Paris e 23 km em duas matas próximas. Ao mesmo tempo, operações temporárias para parar o tráfego em algumas ruas são continuadas. Estas ruas são reservadas aos Domingos e feriados públicos para os peões, ciclistas e patinadores. A iniciativa tem o nome de “Paris Respira“.

A primeira fase do plano de uso da bicicleta focou-se nos eixos principais da capital, e uma rede mais racional foi estabelecida usando um itinerário Norte-Sul e outro Este-Oeste. Foi tudo estudado por uma comissão não-camarária de representantes eleitos, técnicos e associações. Inclui ligações de atalho e uma rede de vizinhança para unir distritos.

[Fonte]

E por cá, quando será que tomam medidas para que Lisboa respire, e para que haja gente a respirar em Lisboa?…

Mais uma cidade com Massa Crítica?

Está a ser dinamizada uma bicicletada em Aveiro! Passam assim a ser 4 as cidades portuguesas em que este movimento tem presença! 🙂 Por isso, no próximo dia 27 de Julho, última 6ª-feira do mês, poderá acontecer uma Massa Crítica em Lisboa, Porto, Coimbra e Aveiro! Claro que Aveiro é a terra das BUGAs, pelo que pelo menos veículos não deve ser difícil de arranjar. 😉

Apela-se à participação e divulgação! 🙂

Muitas biclas na TV

Ontem à noite, ao zappar os vários telejornais, assisti a duas reportagens em que as protagonistas eram as bicicletas. 🙂

Na SIC falaram do “IV Encontro Bicicletas Antigas“, que decorreu ontem na Burinhosa, Leiria. Um evento organizado pelo grupo de BTT “Men In Bike”, teve a sua primeira edição a 25 de Julho de 2004, e contou com 27 participantes. Um ano depois, já com mais publicidade e apoio apareceram 64 bicicletas. O sucesso continuou na edição de 2006, com 94 participantes de todo o país. Quantos terão participado ontem? E será que alguém consegui gravar a reportagem na TV? UPDATE de 6/09/07: O Rui Rodrigues entretanto disse-me que o vídeo já está no YouTube. Aqui fica:

A iniciativa não parece ter site online, mas o poster, uma apresentação do evento e imagens de reportagens feitas do evento e publicadas em revistas, estão disponíveis em alguns fóruns, como o FórumBTT.

Na RTP1 passaram uma reportagem sobre o Porto Bike Tour, irmão do Norte do Lisboa Bike Tour, que teve este ano a sua primeira edição (em Lisboa começou no ano passado).

O que mais gostei nesta reportagem foi ver umas quantas bicicletas de handcycling. Pelos vistos, além das bicicletas duplas (ou tandem) para serem usadas por equipas de 2 pessoas, uma das quais é cega, que já foi bastante falado até na altura do evento em Lisboa, também houve pessoas com paralisia (ou outra condicionante da mobilidade) nas pernas a participar, com bicicletas de pedalar com os braços/mãos. Excelente! 🙂

De lembrar que o ano passado foi organizado no Algarve o I Campeonato Internacional de Handcycling , na Quinta do Lago, com a participação de 12 atletas, apenas 2 deles portugueses (e 1 sem deficiência!). Em Portugal esta modalidade ainda não é praticada a nível nacional, mas a ParaSport, uma associação sem fins lucrativos, está a tentar mudar isto. Já em 2007 decorreu o 3º Estágio de Handcycling, com cerca de 20 atletas a treinar a modalidade no Algarve. Estas bicicletas são uma alternativa para aqueles que não tenham mobilidade nas pernas, mas também se constitui como uma alternativa complementar às bicicletas normais, para quem não tenha limitações motoras nenhumas.

O maior entrave ao acesso mais generalizado a estas bicicletas adaptadas por parte das pessoas com deficiência será mesmo o seu elevado custo, na ordem de alguns milhares de euros… 🙁

Ciclistas: como impôr o espaço vital na estrada

Há dias encontrei online um produto que não sabia que existia e cujo conceito é similar a algo que eu e o Bruno já pensámos em inventar: uma cena para delimitar face aos automobilistas o espaço de ultrapassagem mínimo para passar um ciclista em segurança.

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Este modelo, vendido no Canadá, tem também o factor extra de visibilidade nocturna (mais detalhes aqui). É uma boa ideia e espero que algo assim venha a ser distribuído no mercado mais mainstream. Pessoalmente não gosto do facto de o tubo ser uma peça rígida, eu tinha imaginado algo que se dobrasse caso tocasse nalguma coisa ou em alguém, sem se partir e sem causar danos (os automobilistas não precisariam de saber isso, claro 😉 ). Ainda será um projecto DIY meu e do Bruno! 😉

Uma outra invenção que busca o mesmo efeito embora, na minha opinião, de uma forma menos “segura”, mesmo que mais tecnologicamente sofisticada, é o Sideline, um projector de “marca de ciclovia permanente” sugerido por Byron Loibl, um licenciado em design industrial nos EUA [via Dirt Rag].

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Quem já andou de bicicleta na estrada e teve carros a ultrapassá-lo sabe o quão importante é esta questão de impôr a distância de segurança…