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Uma sharrow em vídeo

Uma sharrow pintada de verde, nos EUA:


[Via]

Não é ideal, porque pode passar a mensagem de onde não há sharrow não há ciclistas ou estes têm menos direitos, contudo, parece-me mil vezes melhor que os corredores para bicicletas (vulgo ciclovias na faixa de rodagem) tantas vezes advogados e tantas vezes mal implementados (embora seja sempre difícil implementar bem um conceito mau à partida).

Um corredor para bicicletas costuma ter uma largura variável, geralmente não dá para mais do que a largura de uma bicicleta (até menos!!), e o ciclista é obrigado (em Portugal, pelo nosso CE, sempre que estiver sinalizado com aquele sinal circular azul) a circular dentro dos limites do mesmo. Geralmente os carros na via imediatamente à esquerda passam bastante perto e depressa devido à pouca largura das vias, e a bicicleta circular também bastante perto do passeio e dos peões que lá circulam.

Uma sharrow não limita os direitos dos ciclistas ao usar uma via de trânsito normal, permitindo-lhes posicionarem correctamente na estrada (para verem, serem vistos, conseguirem comunicar e darem margem para erros) apenas lembra aos restantes utentes das vias que os ciclistas tambéms as usam, têm direito a elas, e que é aquela posição na estrada que devem tomar (ou que podem tomar) – muitas vezes são os próprios ciclistas que não a ocupam por ignorância, medo ou falta de confiança.

O problema de implementar este conceito cá é o da regulamentação actual, o CE não prevê coisas destas, e não sei o que existe em termos de regulamentação a nível municipal ou nacional dos requisitos técnicos das vias para velocípedes…

Por Ana Pereira

Instrutora de condução, formadora em segurança rodoviária, e consultora em mobilidade & transporte em bicicleta. Bicycle Mayor of Lisbon 2019-2020.

Um comentário a “Uma sharrow em vídeo”

Oi… anexei este video no meu blog comentando a diferença entre uma verdadeira sharrow e aquilo que dizem ser uma CICLOFAIXA posta em Recife, Pernambuco, Brasil. Aqui como ai, também temos políticos que se dizem bem intencionados mas ou são pilantras descarados ou são muito mal assessorados técnicamente. De qualquer forma é bom ver que primeiro existem soluções reais e bem implementadas para as sharrows, que são excelentes para cidades menores e mais carentes de recursos para construção de ciclovias. Acontece que como vcs também não temos regulamentação nem aparato legal. O problema é mais difícil de resolver do que pensamos, porque aqui, este tipo de lei que regula transporte e trânsito, é privativo da União Federal – o que significa que Brasília, o que significa DÉCADAS de atraso para qualquer coisa realmente importante! A PENAR!!!

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