Upgrade

a7a7bf0aacA CML devia fazer com os parques de estacionamento de bicicletas o que, pelos vistos, está a fazer com os das motas, pelas mesmas razões. Foi com agrado que há uns meses recebi a notícia de que a Câmara iria instalar dezenas de suportes de estacionamento de bicicletas por Lisboa, mas com o tempo fui constatando que:

1) as estruturas não eram as melhores (embora não sejam das piores também!),

2) a implementação não contemplou a delimitação e protecção do espaço de parqueamento,

3) a maior parte das estruturas não foi devidamente sinalizada como local de parqueamento de bicicletas e

4) a localização dos suportes não parece obedecer a nenhuma estratégia pensada para melhor servir os ciclistas (daí continuarem vazios, vendo-se, contudo, bicicletas presas a postes nas imediações).

Curiosamente, mesmo os parques para motas não contemplam barras às quais se possam prender as motas, o que leva a que os suportes para bicicletas se tornem apelativos para serem usados pelos donos das motas…

Bike rack for motorcycles

Afinal, a quem é que a Câmara contrata este serviço? Não deve ser a profissionais, nem sequer simples utilizadores de bicicleta (ou motas) serão, provavelmente, a julgar pelos resultados… 🙁

Amanhã é dia de Bicicletada

MC LxApareçam para uma volta de celebração do uso da bicicleta por Lisboa. Às 18h30 partida do Marquês de Pombal (o pessoal começa a aparecer pelas 18h). Ei, também há no Porto, Coimbra e Aveiro!

Qualquer bicicleta (ou triciclo!) serve, é uma deslocação a baixa velocidade, numa massa de ciclistas que funciona como uma espécie de “cardume” onde nos sentimos mais visíveis e seguros pela força dos números. 😉 Não é um protesto, é uma celebração, não é contra os carros ou os não utilizadores de bicicleta, é pela bicicleta e por quem a usa.

Dicas: circulem sempre pela via mais à direita (excepto a do BUS!, o transporte público colectivo é rei!). Evitem circular mais do que 2 pessoas a par na mesma via (por segurança e manutenção da legalidade, na medida do possível). Mantenham uma rota previsível (em linha recta) e estejam atentos às ultrapassagens simultâneas de autocarros à direita, carros à esquerda, e outros ciclistas dentro da mesma via. Não ultrapassem outros ciclistas muito depressa ou muito rente sem se certificarem de que eles sabem que vocês os vão ultrapassar (as pessoas costumam circular mais distraídas a conversar com os outros participantes da Bicicletada e frequentemente andam a zigue-zaguear… Mantenham uma distância de segurança dos outros ciclistas, de lado, atrás e à frente. Tentem que a massa de ciclistas não se disperse em comprimento (quebrando o grupo nos semáforos, facilitando a quebra do grupo por carros, etc) nem em largura, ocupando mais que uma via de trânsito (não há necessidade de hostilizar os outros utentes da estradas). Conheçam outros ciclistas, dêem dois dedos de conversa, desfrutem da cidade, e divirtam-se! 🙂

I ride

Os utilizadores de bicicleta diferem não só no estilo e opções de veículo mas também nas motivações. Acho esta uma óptima campanha. 🙂

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Mais fotos aqui. Todas pela fotógrafa Kim Oanh Nguyen

[Via]

De notar também a excelente ideia dos Campos de Férias em bicicleta para crianças! Ninguém por aí com vontade de replicar a ideia por cá? 🙂

Mais um óptimo exemplo de ambição e profissionalismo na área das ONGs direccionadas para “as bicicletas” (para quem as usa, na verdade). Almejava algo assim para a recém-criada MUBi, dado que a mais antiga FPCUB nunca seguiu essa via. :-/