Hoje é dia de… MEGA Massa Crítica até Oeiras


Em 2015 foi assim a Mega Massa Crítica de Verão!

‘Bora daí! Por uma ligação Lisboa-Oeiras mais fixe para quem vai de bicicleta.
Pssst! Não sabes o que raio é a Massa Crítica? Vê este guia.

E vamos, com a gentil colaboração da Coração Amarelo, conseguir levar o Manuel Costa Henriques, grande dinamizador da Massa Crítica e cicloactivista, a participar. Usando um dos triciclos da Coração Amarelo o ombro em recuperação do Manuel não será impedimento. 🙂 Poderão vê-lo a partir de Algés na Mega MC de hoje!

Circular de bicicleta na Marginal num grupo destes é fácil e confortável mesmo para quem anda pouco de bicicleta. Mas se queres andar à vontade de bicicleta por qualquer lado, de forma segura, e sem medo dos carros ou da estrada x ou y, e sem cair nas armadilhas específicas das vias segregadas, faz este curso. Temos um este fim-de-semana! Se não puderes fazê-lo todo, podes vir só à palestra sábado de manhã! Mais info e inscrições aqui.

aulas de condução de bicicleta na cidade

Um dos slides que vamos discutir.

Foi fixe, o encontro, pá!

Éramos 60 pessoas (incluindo muitas crianças) e 2 cães ontem no passeio & piquenique Bicicultura / MUBi, o tempo estava fixe e a malta pedalou pela zona oriental, descobrindo novas rotas e novos parques verdes na cidade. No piquenique na Mata de Alvalade, confraternizou-se e passaram-se umas horinhas no relax. Foi uma oportunidade de rever amigos e caras conhecidas e de conhecer malta nova. E, graças à generosidade de quem acredita na importância deste projecto, angariou-se já algum dinheiro para a constituição da cooperativa! 🙂

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Estas e muitas outras fotos e vídeos podem ser encontrados aqui (incluindo as que o Bruno Mendes gentilmente nos cedeu para publicação). Mais fotos de outros participantes na página de Facebook do evento.

Se não participaram, não fiquem tristes, hão-de haver mais! 🙂

Juntar a fome com a comida!

O problema da fome ainda não é de falta de comida, mas de uma distribuição ineficiente. O desperdício alimentar tem várias causas e ocorre em diferentes contextos, do industrial ao doméstico, passando pelos locais de processamento e venda ao público.

A ReFood recolhe as sobras dos restaurantes (não, não é nos restos nos pratos dos clientes! 😛 ), divide-as e compõe-as em doses, e depois distribui-as pelas pessoas que delas precisam.

Uma das formas de andar de um lado para o outro a fazer isto é de bicicleta (junta-se o tempo de voluntariado com um tempinho a dar umas pedaladas em nome do gozo e da saúde, e sem gastar nada também, que a ReFood funciona à base de voluntariado).

Por isso há uma campanha em curso para equipar a ReFood com uma “ciclo-carrinha”, neste caso uma longtail Yuba Mundo, uma bicicleta mais adaptada à função de transporte de carga do que aquela que tem sido usada até aqui, de forma a conseguir distribuir muitas mais refeições no mesmo tempo oferecido por cada voluntário.

Basta 1 € cada um e pouco a pouco haveremos de atingir a meta! 🙂

Contribuam até 31 de Dezembro de 2012 (mas quanto mais cedo, melhor, mais depressa chegará a bicicleta!) através da conta com o NIB: 0036 0000 9910 5889 0342 2.Para além da transferência bancária, também podem fazer o vosso donativo na ReFood, na Av. Poeta Mistral (atrás da Igreja de N. Sra. Fátima) em Lisboa, todos os dias úteis das 18H30 às 21H.

Saibam mais sobre esta campanha aqui. Façam “Like” na página da campanha, aqui, e ajudem a divulgá-la pelas vossas redes sociais. Obrigada!

O teu filme pode mudar o mundo

A OIKOS está a coordenar o concurso Curtas de Cinema Documental Jovem (aberto à participação de estudantes entre os 12 e os 21 anos), que tem por objectivo distinguir as melhores curtas (microfilmes até 3 minutos) produzidos sobre Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), que são 8, incluindo “assegurar a sustentabilidade ambiental“. Nesta vertente, é enquadrável a mobilidade, nomeadamente a bicicleta, por isso participem, ou motivem os vossos amigos ou os vossos filhos a participar! 🙂

De notar que mesmo nos outros 5 primeiros objectivos indicados a bicicleta pode fazer a diferença.

Em zonas pobres, o acesso a uma bicicleta pode fazer a diferença entre poder ir à escola ou não, entre poder ter um trabalho ou não, entre ter acesso a cuidados de saúde ou não. Vejam o trabalho desenvolvido pela World Bicycle Relief, pela Bikes Not Bombs ou pela Worldbike, pela Project Rwanda, pela a.ker.fa, pela Baisikeli e pela Re~Cycle, ou pela Maya Pedal, por exemplo.

O limite de entrega das curtas é 31 de Janeiro de 2011. Corram! 🙂

A Massa Crítica é já amanhã!

Última 6ª-feira do mês, dia 26, há mais uma Bicicletada pela cidade. 🙂  Já anunciaram a vossa presença?

Massa Crítica de Lisboa de Outubro 2010

O que é a Massa Crítica?

É um passeio de bicicleta mensal para celebrar o uso da bicicleta e para afirmar o direito dos ciclistas à estrada. A ideia começou em S. Francisco em 1992 e rapidamente se espalhou por outras cidades pelo mundo inteiro.

A Massa Crítica tem um ‘sabor‘ diferente de cidade para cidade – há muita variedade no tamanho, observação das regras de trânsito (ou falta dela), interacção com os motoristas, e intervenção da polícia. Até mesmo dentro da mesma cidade, as coisas variam um pouco de mês para mês, antes de mais porque a MC é feita por quem nela participa, e é um evento aberto.

A Massa Crítica não tem líderes, ‘responsáveis’, e não há nenhuma organização central a autorizar os passeios. Em cada cidade, alguns ciclistas locais simplesmente escolheram uma data, hora e local para o passeio e divulgaram-nos, e assim nasceu a MC.

A MC é uma ideia e um evento, não uma organização ou associação. Não é possível entrar em contacto com a “Massa Crítica”.

A MC não é um evento desportivo, nem uma manifestação, é um percurso de bicicleta pela cidade e não requer nenhuma autorização especial, tal como não é requerida para voltas similares de carro, a caminho de casa, de um casamento, ou depois de um jogo de futebol. A MC não embaraça o trânsito, a MC é trânsito. O embaraço do trânsito nas cidades é causado essencialmente por demasiada gente a deslocar-se de carro, não de bicicleta.

A intenção é a MC ser uma celebração e não uma oportunidade para causar sarilhos. Quem quiser empatar o trânsito tanto quanto possível e ser confrontacional com os motoristas não está a perceber a ideia. Podemos afirmar o nosso direito à estrada sem sermos grosseiros acerca disso. Concentre-se no passeio, não nos carros que, por acaso, também estão na estrada.

A Massa Crítica ocorre na última 6ª-feira de cada mês em várias cidades em todo o mundo, com início às 18h em várias cidades portuguesas. Acaba geralmente com conversa e às vezes com um copo ou um jantar em local definido pelos presentes a cada MC. O percurso é também definido pelos participantes, não há programas fixos nem pré-definidos.

Por um lado, visa proporcionar uma oportunidade de encontro e convívio entre as pessoas que o fazem, e até destas com as que o querem fazer. É importante para nos sentirmos menos sós nesta opção de mobilidade minoritária, e nos identificarmos com um grupo, legitimando e reforçando assim a nossa opção. É uma boa oportunidade de conhecer pessoas e de trocar ideias e experiências relativamente à escolha de bicicletas e acessórios, rotas preferidas, truques e dicas, etc.

Por outro lado, visa demonstrar aos outros, nomeadamente aos automobilistas, com quem partilhamos as vias rodoviárias onde circulamos, que a bicicleta como opção de transporte é legítima, adoptada por cada vez mais pessoas, e vantajosa para quem a usa e para todos os outros. Nesta óptica, a MC serve para angariarmos mais respeito e mais ciclistas. 😉

Para quem é a Massa Crítica?

Para gente de todas as idades, para famílias, para ciclistas veteranos, principiantes e prospectivos, ocasionais ou quotidianos, para gente que também conduz automóveis e gente carfree. Para patinadores, skaters e modos suaves afins.

O que fazer:

  • Aparecer, para conviver e dar massa à Massa!
  • Divulgar e convidar gente via e-mail, blogs, Facebooks e afins.
  • Levar amigos, para partilhar com eles a experiência de andar de bicicleta pela cidade integrado num grupo grande, e para ter companhia a voltar para casa.
  • Levar luzes, essenciais para andar à noite (principalmente depois da MC)!
  • Levar um cadeado e equipamento para a chuva e para o frio, para caso se revelem necessários.
  • Dar uso à campainha, e às palavras de ordem, a MC é festa! Um muito popular: “não sejas pateta, anda de bicicleta!
  • Ceder passagem aos peões nas passadeiras e semáforos – os peões somos nós mal pomos o pé no chão, e o andar a pé é a opção mais sustentável de mobilidade.
  • Evitar andar mais que 2 pessoas a par (nomeadamente nas vias mais estreitas), para manter espaço entre elas e entre elas e os veículos que lhes passam ao lado na via da esquerda (automóveis e afins) e na via da direita, BUS, (autocarros e táxis), e permitir a ultrapassagem por outros ciclistas.
  • Ser assertivo mas cortês: a MC é uma celebração e expressão do uso da bicicleta, queremos ser respeitados e para isso temos que saber respeitar os outros.
  • Ao longo do percurso, nos momentos de paragem, divulgar a MC pelos automobilistas parados no normal congestionamento da hora de ponta, e explicar o que é “aquilo” (tanta gente de bicicleta) e quando acontece e porquê.
  • Vir preparado para aceitar propostas de tomar um copo ou jantar após a MC. 🙂
  • Tirar fotos e pô-las depois no site, nos blogs pessoais, Facebook (grupo PT, grupo Lx, etc), grupo da MC no Flickr, etc.

O que NÃO fazer:

  • Ocupar os corredores BUS, é ilegal, e o transporte público colectivo é nosso amigo e não o devemos prejudicar.
  • Ocupar todas as vias de trânsito, quando há 3 ou mais, não há necessidade.
  • Deixar criar ‘buracos’ na Massa (andar demasiado depressa ou demasiado devagar face ao resto do grupo) – isso enfraquece o grupo no fluxo geral do trânsito, dificulta a posição dos corkers* e tira impacto e fluidez à Massa Crítica.
  • Filtrar as filas de automóveis – faz justamente o que queremos evitar a todo o custo, carros a quebrarem o grupo (e neste caso por nossa culpa!). Há que esperar, como ‘massa’, na fila, para manter a coesão do grupo.
  • Hostilizar os automobilistas com palavras de ordem anti-carro (não há que ser anti-carro, apenas anti-abuso-do-carro). Pró-bicicleta surte melhor efeito. 😉
  • Perder a calma e a compostura com as ocasionais vítimas de ‘road rage‘ – para minimizar a sua incidência e impacto é muito importante manter o grupo compacto e fluido, falar com os motoristas à espera para passar, acenar e verbalizar um obrigado quando tomamos um direito de passagem que pertenceria a outros.

*Os corkers são elementos que, nos cruzamentos e entroncamentos, se posicionam nas vias que cruzam aquela em que a Massa está a circular, de modo a prolongar o dever de cedência de passagem dos veículos que se preparam para entrar, para permitir a passagem da Massa toda, impedindo a sua fragmentação.

Esta é a única acção ilegal na MC, por isso é importante que os corkers actuem em grupos de 2 ou 3, e que comuniquem com os condutores que ficam à espera quando a sinalização lhes daria prioridade na passagem – isto serve 2 propósitos fundamentais: reduz a frustração e protestos dos condutores (sentem que não é justo estarmos a usar a vez deles de passar, não é só a questão de ser legal ou não) porque lhes é explicado o que é, para que serve, quanto tempo demora e o impacto negligenciável que terá na duração da sua viagem (não esquecer que a MC decorre à hora de ponta…), acompanhado de um “obrigado“, e ao mesmo tempo divulga o evento, o uso da bicicleta, e sensibiliza-o para o próximo encontro com a MC ou com ciclistas.

Evitar a fragmentação do grupo é importante para garantir o máximo de protecção de cada elemento no grupo, a fluidez geral do trânsito, paragens para re-agrupamento, hesitações na rota, etc. O efeito do corking na fluidez do trânsito automóvel e no tempo de viagem das pessoas que ficam mais 1 ciclo paradas nos semáforos, é negligenciável, porque ocorre à hora de ponta, em que o maior obstáculo à velocidade automóvel são a quantidade inacreditável de outros automóveis presentes em todas as ruas e avenidas da cidade…

Apareçam e mantenham-se em contacto com outros ciclistas nas listas de e-mail. Para anúncios e relatos relacionados com as MC, mas não só:

Para tudo:

<a href=”http://www.flickr.com/photos/anabananasplit/5132420662/” title=”Massa Crítica de Lisboa de Outubro 2010 by anabananasplit, on Flickr”><img src=”http://farm5.static.flickr.com/4006/5132420662_61b2fc50ae.jpg” width=”500″ height=”375″ alt=”Massa Crítica de Lisboa de Outubro 2010″ /></a>