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Este sábado há Clínica de Bicicleta

Cruzamento

  • Ajuste da bicicleta ao utilizador? A que se referem? Por que é importante? Como se faz?
  • Manter a bicicleta em boas condições – isso consiste em quê, exactamente, e por que é que é importante?…
  • Temos dois travões na bicicleta: em que diferem? Como devo usá-los?
  • Para que servem as mudanças? Como se usam?
  • Olhar para trás, conduzir só com uma mão, isso é mesmo necessário? Como se faz? Por que é importante?
  • Andar a muito baixa velocidade sem pôr o pé no chão nem andar aos S’s? Como? Para quê?
  • Contornar objectos para quê? Como se faz?

Porque no mundo real há subidas e descidas, há buracos e pedras soltas no chão, lancis, pilaretes, cães, crianças e bolas, pessoas a caminhar (umas mais distraídas que outras), ciclistas silenciosos sem luzes e sem aviso, há vento, há sol, há carros e motas, há sítios estreitos, etc, etc, etc, para o passeio ou a deslocação ser eficiente, o mais segura possível, confortável, e não desnecessariamente cansativa, venha aprender e praticar estas coisas numa das nossas Clínicas de Bicicleta. A próxima é este sábado, dia 23, das 9h às 12h, no Campo Grande ou na Estrela (depende do número de inscritos), e há um “traga 2, pague 1“, traga um amigo (o marido, a filha, etc) e para ele é de borla. 😉 Inscrições pelo até à véspera. Dúvidas? 913475864.

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Bicycle Repair Man to the rescue! Mesmo das estáticas.

É, no mínimo, um bocado chato ter que acartar uma bicicleta sem rodas para a oficina mais próxima. Por isso, nada como chamar o Bicycle Repair Man a casa quando surge um problema. Ou ao escritório, como fez o primeiro cliente de bicicleta estática na semana passada, por causa de um problema nos pedais. 🙂

Pedalar na rua é sempre mais estimulante, mas pedalar parado é melhor que nada. 😉

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Ideias para Lisboa: António Costa de bicicleta entre o Intendente e a Praça do Município

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, vai ter o seu gabinete num antigo armazém no Largo do Intendente, actualmente a sofrer obras de recuperação. A partir de Abril, e por 2 anos, será este o seu local de trabalho, para «“dar confiança às pessoas para investirem” nesta zona de “má fama”»:

António Costa diz que, quando mudar para o número 27 do Largo do Intendente, já só irá aos Paços do Concelho para participar em reuniões do executivo ou cerimónias. “As pessoas precisam de sentir que há um comprometimento efectivo do município e das autoridades para mudar esta zona e o seu estigma”, afirma, defendendo que esta sua decisão constitui “um impulso” para a requalificação da área da Av. Almirante Reis.

Ora, este novo gabinete do Presidente dista menos de 2 Km dos Paços do Concelho, num percurso praticamente plano. Ida & volta fica em 4 Km:

Alternativas ao dispôr do Presidente:

Automóvel – 6 min para cada lado, considerando que tem estacionamento reservado literalmente à porta em ambos os locais e que não há congestionamentos. Visibilidade: nula. Interacção com a cidade: nula. Custo pessoal: elevado (sedentarismo). Custo para os contribuintes: elevado (mín. 2 €/volta, se incluir motorista, houver muito trânsito, etc, aumenta, mais espaço público para parqueamento em ambas as pontas). Liderar pelo exemplo: falhanço total.

Caminhar – 20 min até à Praça do Município, 22 min para regressar. Visibilidade: elevada. Interacção com a cidade: total. Custo pessoal: nenhum, ganho de saúde pelo exercício físico leve. Custo para os contribuintes: zero. Liderar pelo exemplo: sucesso.

Transportes públicos – o Google estima em 9 a 11 min Largo do Intendente-Praça do Município, e 10 a 16 min o inverso, usando o Metro ou a Carris, respectivamente. Visibilidade: elevada. Interacção com a cidade: razoável. Custo pessoal: nenhum, ganho de saúde pelas escadas de metro subidas ou pelos troços caminhados. Custo para os contribuintes: passe Metro 19.55 € ou 1.80 €/volta. Liderar pelo exemplo: bom.

Bicicleta – os mesmos 6 minutos que o automóvel, com a diferença de que o tempo de viagem não é significativamente afectado pelo congestionamento, e que o estacionamento pode até ser mais fácil/rápido. Visibilidade: elevada. Interacção com a cidade: elevada. Custo pessoal: nenhum, ganho de saúde pelo exercício físico ligeiro. Custo para os contribuintes: praticamente zero. Liderar pelo exemplo: grande sucesso.

A competitividade relativa de alguns destes modos já António Costa conhece em primeira mão. E em 2007  já ele incorporava a bicicleta no seu discurso político:

Desde essa altura já foram implementadas pela CML algumas medidas tímidasem nome das bicicletas” (deixemos por agora as críticas à implementação técnica e às estratégias políticas à parte). Embora ainda andemos todos a suspirar pela bendita ciclovia ribeirinha (mas uma coisa mesmo bem pensada, integrada com o resto, e bem implementada) que nos permita pedalar por prazer, desporto ou transporte entre o Parque das Nações e Algés (e depois até Cascais). O potencial a nível de turismo “vá para fora cá dentro”, de fim-de-semana e não só, de turismo estrangeiro, de dinamização de actividades culturais e comerciais à beira-rio, etc, etc,… é difícil de compreender de que raio estão estas autarquias à espera…

A proposta

Lançamos então aqui o desafio ao Presidente António Costa para “vestir a camisola” e adoptar a bicicleta para se deslocar entre o seu gabinete e os Paços do Concelho, sempre que tal seja necessário.

vestir a camisola

Foto: FPCUB

Porquê de bicicleta?

  • Porque é o meio de transporte mais competitivo para o percurso em causa: o mais rápido, o que oferece tempos de viagem mais fiáveis, e o mais fácil de usar.
  • É o que mais dinheiro poupa à Câmara (a seguir ao andar a pé, claro, mas hey, time is money!).
  • Permite ao Presidente incorporar um pouco de exercício físico leve no seu dia-a-dia, usando o tempo dedicado a transporte.
  • Permite-lhe manter-se em contacto próximo com a cidade mas deixa-o gerir a velocidade a que o faz, e as oportunidades de interacção com os munícipes (é mais difícil chegar a horas a uma reunião indo a pé e tendo que lidar com interacções populares imprevisíveis).
  • Ter o Presidente da Câmara a passar na rua de bicicleta, vestido normalmente, no horário de trabalho, regularmente, fará mais para “reduzir o estigma” da bicicleta, “dar confiança às pessoas para investirem” neste meio de transporte, e fazer as pessoas “sentir que há um comprometimento efectivo do município e das autoridades para mudar” as condições para o uso da bicicleta na cidade, do que qualquer ciclovia, folheto ou campanha.

Não se trata de pedir a António Costa que passe a comutar casa-trabalho-casa diariamente de bicicleta, nem que passe a ir para todos os compromissos profissionais de bicicleta. Trata-se de incentivá-lo a escolher o meio de transporte mais adequado para cada situação. E esta, de comutação entre dois locais de trabalho, num percurso plano de 2 Km, tem “bicicleta” escrito na testa.

Claro que há pequenos cuidados prévios que, tratando-se do Presidente da capital do país, convém ter:

  1. Escolher o equipamento certo. E o que é certo para um Presidente de Câmara na capital portuguesa, numa cidade onde raríssimas pessoas em cargos políticos optam pela bicicleta (logo, onde a imagem de exemplo do Presidente deverá ser positiva, e aspiracional)? Uma bicicleta que não o deixe ficar mal. Bonita, eficiente, fiável, simples de usar. Uma bicicleta que lhe permita sentar-se no selim e arrancar, sem se preocupar com calças a sujarem-se ou rasgarem-se na corrente, com salpicos das rodas. Com iluminação e protecção anti-roubo integradas. Tem que estar preparada para poder transportar confortavelmente e em segurança pastas, portáteis, dossiers, o que seja. Tratando-se de Lisboa e considerando o percurso em causa, tem que garantir um mínimo de conforto pelos buracos e empedrados de Lisboa. Os acessórios para o adequado transporte de bagagem e para lidar com os eventuais dias de chuva também terão que ser contemplados. Não é este o look que pretendemos para estas deslocações em particular:

António Costa de BTT

Foto: FPCUB

É mais este:

Foto: The Sartorialist

  1. Preparar-se convenientemente. Não se tratando de um cidadão anónimo, é de particular importância que o Presidente aja sabendo o que está a fazer, e fazendo-o o melhor possível. Fisicamente, este percurso é acessível a qualquer nível de condição física, por mais sedentária que seja a pessoa (e se fosse por isso, podia sempre ir para uma bicicleta com assistência eléctrica, quem sabe assim a rede MOBI.E não passaria a contemplá-las também…). Mas convém praticar antes o controlo básico e a destreza na bicicleta. Depois há que ter noção da legislação aplicável ao condutor de uma bicicleta, e aprender as devidas técnicas de condução de bicicleta, para garantir o máximo de eficiência, conforto e segurança nas delocações do Presidente. Dicas de como transportar coisas, prender a bicicleta, gerir o esforço, lidar com a chuva ou com o calor também deverão ser abordadas.

Ora, nesta óptica, o Presidente António Costa até está numa situação privilegiada, pois tem logo aqui à mão a única empresa nacional totalmente especializada nisto mesmo. E Lisboa até tem o Bicycle Repair Man, para que o Presidente nunca fique apeado! 🙂

Mas mesmo que opte por não recorrer a profissionais para obter a necessária consultoria e formação, e se meta nisto sozinho ou com as dicas dos assessores disponíveis,  o que interessa é pegar na bicicleta, seja ela qual for, e usá-la, seja como for, e manter-se firme nisso!

Bolas, se outros Presidentes o fazem (Moita Flores em Santarém, Macário Correia em Tavira, Marisa Santos em Sines, Santos Sousa na Murtosa), porque não o nosso?

E tenho a certeza de que a percepção e compreensão das necessidades dos ciclistas seria muito mais rápida por parte da CML se o Presidente experienciasse a cidade, regularmente e num contexto utilitário, em cima de uma bicicleta.

Este post foi enviado ao Gabinete do Presidente. A ver se pega. 🙂

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Até os Marretas sabem andar de bicicleta

Não fique atrás de um Marreta, venha aprender a andar de bicicleta! 🙂 Na próxima semana há um curso “ABC da bicicleta“, para crianças e adultos, dias 21, 22 e 23 (mesmo a tempo de participar na Massa Crítica no dia 24!) e, claro, tem sempre a opção das aulas particulares!

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Bicycle Repair Man em Lisboa!

Quem é que não teve já um problema na bicicleta que o deixou apeado e a ligar a alguém para o vir buscar, mais à bicicleta, porque não se ajeitou a resolver o problema ou não tinha por perto ninguém que o pudesse fazer? A mim já me aconteceu uma vez, e não foi agradável, pois tive o azar de me acontecer isso numa zona um bocado manhosa… Aquele era um problema irresolúvel no local, foi uma falha de equipamento, mas se tivesse sido um furo ou coisa que o valha, teria sido a mesma estória, pois eu não saberia tratar daquilo sozinha. 😛

Como eu, sei que há muita gente, que usa a bicicleta como usa o carro: se surgir um problema chama-se um profissional ou o reboque, nem se abre o capot porque não vale a pena. 😉 Mas é mais difícil solicitar um serviço de assistência móvel para bicicletas do que para carros, e o reboque é sempre um amigo ou um familiar, e quando der. Por isso a auto-suficiência do ciclista para resolver os contratempos básicos é tão importante, para que ele não limite as deslocações que escolhe fazer de bicicleta versus outros modos por medo de ficar apeado. Daí o enorme valor de projectos comunitários como a Cicloficina.

Contudo, haverá sempre pessoas que ainda não foram à Cicloficina ;-), ou que estão mal habituadas com um mecânico particular, como eu! :-), ou que simplesmente não estão interessadas em trocar câmaras de ar ou afinar mudanças, e que querem andar de bicicleta e ter algum serviço de assistência em viagem ao qual possam recorrer. A pensar nisso, lembrámo-nos, inevitavelmente, deste sketch dos Monty Python, que nos inspirou:

E assim nasceu o serviço de assistência técnica móvel para velocípedes, Bicycle Repair Man.

Está na rua com a bicicleta fora de serviço e precisa de ter o problema resolvido para ir à sua vida? Tem várias bicicletas em casa a precisar de uma revisão ou de ter um problema resolvido e não dá muito jeito acartá-las todas para uma oficina? Quer ter a bicicleta pronta para dar umas voltas quando der mas anda demasiado ocupado para conseguir levá-la e buscá-la à oficina no horário normal de expediente? A solução é o Bicycle Repair Man!

E a novidade do BRM não é só ser um serviço de assistência técnica móvel para bicicletas, é ser efectivamente prestado com recurso a uma, especialmente preparada para a função (um bocado o equivalente a uma Camisola Amarela só de entregas inter-ciclistas, eheheh). Assim, diminuimos a nossa pegada ecológica e ajudamo-lo a diminuir a sua! Claro que haverá quem ache que isso é só um pretexto para poder andar mais de bicicleta, mas nem vamos comentar tal coisa. ;-P O que interessa é que o Bicycle Repair Man é um novo serviço disponível em Lisboa a partir da próxima 2ª-feira, amigo do ambiente, dos ciclistas e da cidade.