A bicicleta nas eleições

A bicicleta nas eleições

As nossas escolhas de mobilidade dependem de como o sítio em que vivemos está construído e organizado. As políticas de transportes, de habitação, económicas e de urbanismo trabalham em conjunto (ou umas contra as outras) para nos oferecer a experiência de de circulação e usufruto da cidade a que nos sujeitamos hoje, e a de que podemos desfrutar (ou sofrer) amanhã. Como está a bicicleta nas eleições autárquicas de 2017?

Nos últimos 10 anos as coisas evoluíram um pouco em Lisboa. A bicicleta é agora muito mais presente na cidade, na cultura e no discurso político. Mas ainda não tivémos nenhum presidente de Câmara que liderasse pelo exemplo e adoptasse a bicicleta como meio de transporte quando as condições até são favoráveis. E dos bons exemplos pelo país de que falámos em 2009, não sabemos se se mantêm.

Votar com as pernas

Amanhã, dia 1 de Outubro, podemos contribuir para uma mudança positiva a estes níveis. Podemos ir até às unas a pé ou de bicicleta (ou mesmo de transportes públicos colectivos) e deixar o carro quieto. E podemos votar em quem planeie tomar medidas que mexam no status quo, que ousem fazer diferente e melhor.

a bicicleta nas eleições

A MUBi enviou um inquérito às forças políticas candidatas às eleições autárquicas de 2017 nos 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes. Questionou-as acerca das suas políticas e propostas para a mobilidade em bicicleta. Os resultados da bicicleta nas eleições de 2017 estão nestas fichas síntese.

A Quercus foi consultar os programas eleitorais e fez o levantamento das propostas na área da mobilidade das principais listas candidatas à Câmara Municipal de Lisboa e do Porto. O apanhado está aqui.

A Rosa Félix, Bernardino Aranda, Miguel Carvalho, Ricardo Sobral, activistas de há muito tempo pela mobilidade sustentável e em bicicleta fizeram um apanhado das propostas políticas de cada candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. «Usando citações directas dos programas», compilaram tudo numa tabela comparativa cobrindo a habitação, o turismo, e a mobilidade, transportes e modos activos.

Morreu a Velo Vision. Viva a Velo Vision!

A revista britânica Velo Vision foi, em 2005/2006, um dos fortes catalisadores para a nossa entrada no mundo da bicicleta como ferramenta de transporte, lazer e diversão.

Num simples conjunto de folhas ilustradas com vívidas fotografias e detalhadas descrições de bicicletas e triciclos menos habituais por Portugal, descobrimos um mundo de veículos movidos a pedal que até ali desconhecíamos.

Peter Eland, criador da revista em 2000, decidiu ao fim de 15 anos e 48 edições, passar o testemunho a outra pessoa. E foi em 2015 que esta passou para as mãos de Howard Yeomans. Howard já tinha escrito vários artigos para edições publicadas por Peter, e publicou nesses últimos 2 anos mais 4 edições.

Foi com tristeza que recebemos há umas semanas o anúncio que a produção da Velo Vision iria terminar.

Embora este fim signifique que o estado atual do mundo das [bi/tri/etc]cicletas utilitárias e fora do comum deixe de ser cristalizado 2 vezes por ano em forma impressa, e que deixaremos de poder ficar em pulgas para ler a reportagem anual com as novidades da SPEZI, temos confiança que outros canais de divulgação ocuparão o lugar deixado pela Velo Vision.

Como gostaríamos de poder contagiar-vos e inspirar-vos tal como nos aconteceu, pedimos ao Howard a possibilidade de partilhar online, gratuitamente, todas as edições da revista em formato digital (PDF). Assim, podem aceder neste arquivo aos 52 números da revista Velo Vision.

Podemos também anunciar que esperamos conseguir colmatar este ano a falta de reportagem da SPEZI, fazendo-a o mais em direto possível, caso as condições técnicas estejam asseguradas. Por isso, se alguém souber de uma forma de ter um acesso à Internet em roaming, rápido e sem limites muito reduzidos, agradecemos desde já qualquer sugestão.

Por isso, lamentamos que a Velo Vision não continue, mas celebramos a sua existência, e aquilo que proporcionou e proporciona aos seus leitores.

Viva a Velo Vision!

Mais uma edição da A to B

O artigo de destaque da mais recente revista britânica A to B (que já cá temos no ateliê!) é sobre a nano Brompton 2.0. Não, ainda não se trata do modelo com assistência eléctrica anunciado pela Brompton para 2013, mas sim de um kit de assistência eléctrica especialmente adaptado às bicicletas dobráveis Brompton.

Com uma nano Brompton podemos ter uma bicicleta dobrável ultra-compacta, 13 Kg de peso + 3.5 Kg da bateria (que se pode tirar e transportar separadamente), e até uns 35 Km de autonomia. Entre usar a ajuda do motor e/ou conjugar a bicicleta com o carro ou com os transportes públicos, torna-se uma ferramenta de mobilidade pessoal muito flexível e versátil.

Já sabem, para estas e outras bicicletas dobráveis, kits de assistência eléctrica e bicicletas eléctricas de origem é na Cenas a Pedal. 😉

Sumário da A to B n.º 88:

Nano-Brompton 2.0
Refining Petrol
Cycle Speed
Brompton Innovation: Improving the Hinge
Pletscher Twin-leg Propstand
PLUS:Letters, News, and a selection of second-hand bikes.

Welcome to the 88th A to B – or 111th if we include the 23 ‘Folder’ magazines that came before it.We’re not far off our 20th anniversary now, which feels a little odd, because we still think we’re the upstart newcomer.Yesterday a rep from an electric bicycle company asked how long we’d been in business. I replied to the effect that we’d been doing the same thing for nearly 20 years. He said, ‘Perhaps it’s time you changed!’ It turned out he’d been in his job for three months, his company had been around for a year, and it was re-selling the same over-priced generic rubbish available from a dozen other distributors of Chinese electric bikes.We don’t have all the answers, but after 20 years we know a little about folding and electric bikes, and certainly more than some of the company reps! Will we be doing the same thing in 2032? Possibly. But we suspect not on paper – see page 7.

Jornal Pedal na Cenas a Pedal

Já podem passar cá a buscar o vosso (vejam os contactos), o ateliê da CaP é um dos pontos de distribuição desta nova publicação. 🙂

Jornal Pedal in da house

O QUE É O JORNAL PEDAL
O Pedal é um jornal cultural mensal, um instrumento para divulgar o que se faz de interessante nas mais variadas disciplinas criativas; mas é também um manifesto, um diálogo de ideias e, ao mesmo tempo, uma tentativa de conseguir trazer para Portugal uma atitude que é banal noutras metrópoles europeias — o uso da bicicleta como meio de transporte. O Jornal Pedal utiliza uma linguagem dinâmica e através de uma cultura crescente e mais visível da utilização urbana da bicicleta, pretende chegar ao máximo numero de pessoas.

O que compõe o jornal:

  • Entrevistas
  • Reportagens
  • Artigos
  • Opinião
  • Produtos (vestuário, acessórios, etc)
  • Fotografia
  • Ilustração
  • Editoriais de Moda