Upcycling

As bicicletas novas costumam trazer umas protecções de plástico para evitar que sejam danificadas no transporte. Ao contrário do cartão e dos plásticos que costumam envolver algumas partes, estas peças não são, penso, recicláveis. Também não são reutilizáveis porque as marcas não as recolhem. A única solução para não as enviar logo para o lixo é serem upcycled (vs. recycled) – bolas, não consigo inventar uma palavra em português para isto. Trata-se de pegar num resíduo, num produto secundário cuja função terminou e dar-lhe nova vida numa função “superior”. É o que fazem com isto e com isto, por exemplo. O Bruno tem-nas guardado, para alguma eventualidade (apesar não se se prever nenhuma aplicação óbvia para aquilo). E no sábado passado teve a oportunidade de lhes dar uso.

O F. veio cá ver de um porta-bagagem que desse para a sua bicicleta de BTT agora convertida para transporte utilitário, e ver se os alforges cedidos pelo A. na Feira de Bicicletas Maduras virtual seriam uma combinação funcional. E com um bocado de engenho, cola, parafusos e furos, e upcycling, ficou um sistema bastante bom. 🙂 Conseguiu-se 1) um alforge compatível, 2) reduzir (menos 1 alforge novo), reutilizar (um alforge para o qual o dono anterior deixou de ter uso), e upcycle (peças de plástico normalmente descartáveis), e 3) poupar dinheiro e tempo (reutilizar e adaptar ficou mais barato e rápido que procurar e comprar um alforge novo que fosse compatível e similar em capacidade e funcionalidade.

Cadeirinha Polisport Bilby Junior Adaptação de porta-bagagens da Humpert

Antes de se cortar o excesso dos parafusos:

Adaptação de porta-bagagens da Humpert

Et voilá! 😀 Mais uma bicicleta utilitarificada (esta palavra inventei mesmo agora, ha!).

Voilá!

Trikes DIY na Nazaré

Descobri mais um adepto do faça-você mesmo aplicado aos triciclos reclinados (a.k.a. recumbent trikes), desta vez na Nazaré, o João, que se virou para as recumbents por indicação médica que lhe vedou as bicicletas convencionais, e que pretende motorizar um trike:

Trike1 Trike2

Trike3 Trikes4

Há algumas fotos do processo de construção/aperfeiçoamento:

Trike5

Trike6 Trike7

E até há um vídeo, embora mostre essencialmente um par de pés. 🙂

Eles “andem aí”! 🙂

Trike8

Faz mesmo lembrar os Karts KMX.

A lista vai assim crescendo:

Carlos Camoesas, Ovar.
José Aiveca, Beja.
Jaime.
Pedro Homem, Pinhal Novo.
João, a.k.a. Tiengenhocas, Nazaré.

Dá para perceber que o formato tadpole é o favorito. Em delta só vi um do José Aiveca.

Trike DIY roubado em Pinhal Novo

Recebemos um e-mail do Pedro Homem, de Pinhal Novo, a informar que na segunda semana de Agosto lhe roubaram da sua garagem um triciclo reclinado que ele próprio construiu (juntamente com uma bicicleta da marca Cube), e que ele gostaria de recuperar, pelo «trabalho e esforço que dedicou na construção do trike».

Diz que «o seu valor comercial não é significativo, e o material de gama baixa/media e alguns dos aspectos técnicos ainda não estavam totalmente desenvolvidos». O Pedro agradece assim que quem aviste este trike comunique o facto às autoridades.

Entretanto, temos assim conhecimento de mais um adepto dos trikes reclinados e do faça-você-mesmo! 🙂